O programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" foi prorrogado até 2014 e faz parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).
O projeto, que beneficia
famílias que querem comprar imóvel novo de até R$ 130 mil e possuem renda mensal de até R$ 4.650, foi lançado em março de 2009, com verba de R$ 34 bilhões. A promessa era de financiar 1 milhão de moradias até o fim de 2010 - até agora, menos de 40% da meta foi cumprida. Com a prorrogação, o programa recebeu verba adicional prevista em R$ 278,2 bilhões.
Se o governo encerrasse o "Minha Casa, Minha Vida" este ano, conforme estava previsto, a opção de financiamento mais barata do mercado voltaria a ser a Carta de Crédito do FGTS da Caixa Econômica Federal. Embora as duas linhas tenham taxas de juros parecidas, o programa do governo isenta os mutuários do pagamento dos seguros por morte ou invalidez e contra danos físicos ao imóvel - garantias obrigatórias nos demais financiamentos. Nele, paga-se apenas uma taxa para o fundo garantidor do programa (FHab), de R$ 22,10 mensais.
O projeto, que beneficia
famílias que querem comprar imóvel novo de até R$ 130 mil e possuem renda mensal de até R$ 4.650, foi lançado em março de 2009, com verba de R$ 34 bilhões. A promessa era de financiar 1 milhão de moradias até o fim de 2010 - até agora, menos de 40% da meta foi cumprida. Com a prorrogação, o programa recebeu verba adicional prevista em R$ 278,2 bilhões.Se o governo encerrasse o "Minha Casa, Minha Vida" este ano, conforme estava previsto, a opção de financiamento mais barata do mercado voltaria a ser a Carta de Crédito do FGTS da Caixa Econômica Federal. Embora as duas linhas tenham taxas de juros parecidas, o programa do governo isenta os mutuários do pagamento dos seguros por morte ou invalidez e contra danos físicos ao imóvel - garantias obrigatórias nos demais financiamentos. Nele, paga-se apenas uma taxa para o fundo garantidor do programa (FHab), de R$ 22,10 mensais.
Neste esquema, o valor de um imóvel de R$ 130 mil financiado em 30 anos pelo "Minha Casa, Minha Vida", com 20% de entrada, tem custo total de R$ 233.579,65, - R$ 25.483,68 a menos que realizado pela Carta de Crédito do FGTS, segundo cálculo do simulador da Caixa Econômica Federal.
Repercussão
O mercado imobiliário já estava de olho no dinheiro do "Minha Casa, Minha Vida". Os imóveis menores, com dois dormitórios, passaram de 34,6% dos lançamentos em 2008 para 45,9% em 2009. Já as unidades com três quartos caíram de 38,2% para 32,4% do total. Tudo para tentar fazer os lançamentos se enquadrarem no programa. "Porém, em São Paulo e em outras capitais o custo de construção é mais alto do que a média, o que torna mais difícil realizar empreendimentos para essa faixa", pondera o presidente do Secovi-SP, João Crestana.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon-SP), Antônio Ramalho, o programa ainda não decolou. "O ritmo ainda é lento no cumprimento das metas da primeira fase do PAC", diz. Segundo o governo, do total de 1 milhão de casas previstas, 351.956 novas unidades foram contratadas até agora. "A prorrogação do programa é boa, mas não sei se haverá área e mão de obra para construir tudo isso. Não tem gente qualificada no mercado para a demanda".
No ano passado, 40,7% da mão de obra contratada na construção civil não era qualificada, diz Ramalho. Ele estima que setor termine 2010 com 275 mil novos empregos, o que seria insuficiente até mesmo para concluir o PAC1. "Parece mais propaganda política".
Do total de 2 milhões de casas que devem ser financiadas até 2014, cerca de 1,2 milhão de unidades serão voltadas a quem tem renda máxima de R$1.395, outros 600 mil imóveis servirão a famílias com renda entre R$1.395 e 2.790 e, por fim, 200 mil imóveis serão ofertados a quem ganha entre R$2.790 e R$4.650.
Fonte: Agência Estado

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