quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Imóveis: em 7 meses, R$ 45 milhões em recursos do FGTS são usados em consórcios

SÃO PAULO – Um total de 2.659 participantes dos consórcios de imóveis utilizaram R$ 45,2 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas, desde que as novas regras para o uso do fundo entraram em vigor, em março deste ano, até o último mês de outubro.
O número de consorciados que empregaram o FGTS corresponde a menos de 0,5% dos 575 mil participantes da categoria registrados no décimo mês do ano. Os dados foram divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) na quarta-feira (8).

Ainda de acordo com a associação, nos dez primeiros meses do ano, as contemplações nos consórcios de imóveis aumentaram 4,7%, na comparação com o mesmo período de 2009, chegando a 55,7 mil.

De janeiro a outubro deste ano, a comercialização de novas cotas atingiu 188,9 mil, o que representa uma alta de 11,2%, em relação a igual período do ano passado.

Geral
Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chega a 4 milhões em 2010, o que representa uma alta de 5,5% em comparação com o ano passado.

As vendas de novas cotas cresceram 6,7%, no acumulado do ano, chegando a 1,74 milhão, enquanto as cotas contempladas somaram 822,2 mil no mesmo período.

Fonte: InfoMoney

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fundo imobiliário: a melhor alternativa para investir em imóveis

Comprar um imóvel com o objetivo de alugar ou diversificar os investimentos ainda é uma alternativa comum entre muitos investidores. A certeza de investir em algo concreto, de poder entrar e conferir onde o dinheiro esta aplicado é algo que traz tranquilidade e segurança e que leva muitos brasileiros a investirem em imóveis.
Porém, se avaliarmos os resultados, hoje, o mercado disponibiliza ao investidor outras formas mais rentáveis de se investir em imóveis. A alternativa mais comum e que, aos poucos, começa a ganhar espaço é o investimento em fundos imobiliários.
Antes de comprar um imóvel para investir - seja para alugar, seja para esperar a valorização futura do empreendimento -, é preciso fazer uma série de análises. O problema de inadimplência de inquilinos é algo real que também precisa fazer parte dessa conta. Há problemas de infraestrutura, além do fato de que, entre um inquilino e outro, o imóvel vai ficar vazio e, consequentemente, permanecer meses com rentabilidade igual a zero.

Em média, estima-se que os aluguéis garantam ao investidor uma rentabilidade bruta entre 0,5% a 0,7% do valor investido - isso sem contar o tempo despendido para a realização e solução de todos os problemas que podem surgir.

Outro ponto que precisa ser considerado previamente pelos investidores é a questão da liquidez. Se precisar, por algum motivo, se desfazer o imóvel de forma rápida, certamente o investidor terá de reduzir o preço e pode até amargar algum prejuízo. Os processos de venda geralmente são demorados e, para conseguir a rentabilidade com a valorização do imóvel, é preciso paciência.
Optar pelo investimento em um fundo imobiliário apresenta uma série de vantagens. Apesar de o investidor não ser o proprietário de todo o imóvel, ele é cotista do fundo e é proprietário de uma parte do empreendimento, que pode ser um grande complexo comercial, seja um edifício com inúmeros escritórios ou um grande shopping center.

Se por um lado o investidor não pode dizer com todas as letras "este imóvel é meu", por outro, ele tem uma série de vantagens. A primeira é a facilidade de investimento e a ausência de negociação e problemas com os inquilinos. Em um fundo de investimento imobiliário, o gestor do empreendimento assume a responsabilidade pelas negociações e todos os problemas que possam acontecer.

Em um fundo, é possível investir em imóveis com pequenos valores. Ou seja, o investidor não precisa despender centenas de milhares de reais na aquisição de um único imóvel. Ele pode comprar cotas de diferentes imóveis localizados em regiões diferentes. A rentabilidade também é mais elevada, ficando na casa de 0,8% ao mês. Além disso, o problema de liquidez é mais fácil de ser solucionado.

Apesar de não ser tão simples como sair de um fundo de renda fixa, a liquidez dos fundos imobiliários tem aumentado. Para sair do investimento, é necessário que a cota seja vendida para outro investidor.

Outro ponto que precisa ser considerado e que afeta diretamente a rentabilidade da aplicação são os impostos. Ao receber o pagamento dos alugueis, o investidor sofre alta tributação de Imposto de Renda (IR).

A alíquota segue a tabela progressiva e, de acordo com o valor, pode chegar à casa de 27,5%. No fundo, não há uma tributação direta do investidor, mas sim da rentabilidade como acontece em toda a indústria de fundos.
Como se trata de uma operação financeira, no entanto, é preciso ficar atento às taxas cobradas pelos gestores e à política do fundo. Também é preciso conhecer o perfil dos inquilinos desses empreendimentos.

A rentabilidade também está atrelada ao pagamento dos aluguéis. A diferença é que o risco de inadimplência está distribuído entre todos os inquilinos e não concentrado em apenas um ou dois.
Como em todo tipo de investimento, é preciso considerar a necessidade e as vantagens da diversificação. Os fundos imobiliários garantem esta diversificação para investimentos em imóveis.

Fonte: SCIESP - Mauro Calil

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Morar no primeiro andar custa até 30% menos

Preço de apartamentos em andares mais baixos são atrativos.

Os apartamentos em andares mais baixos podem não ter boa fama por causa de muitos inconvenientes como o barulho da garagem ou do playground, problemas no encanamento ou uma vista nada inspiradora. Mas a vantagem é que são até 30% mais baratos do que os imóveis em andares mais altos, aponta pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Além do bom preço, alguns compradores também procuram esses apartamentos por causa da facilidade que oferecem para se locomover. Dá para subir e descer do prédio sem precisar aguardar o elevador. "São econômicos tanto na hora de comprar como na hora de alugar", diz Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Mas a lista de problemas também é grande. "Esses imóveis costumam apresentar mais umidade nas paredes, formando bolhas e rachaduras que podem comprometer a pintura", lembra Viana Neto.

Para Alexandre Tirelli, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Sciesp), é importante avaliar as diferenças entre apartamentos antigos e novos. "Os prédios construídos mais recentemente ficam bem distantes do chão, às vezes até no terceiro pavimento", falou.

Para a administradora hospitalar Eliana Spinelli Luciano, de 58 anos, comprar seu apartamento no primeiro andar foi um ótimo negócio, exceto por um detalhe: "A fonte da piscina era uma cachoeira barulhenta. Mas, em conversa com o condomínio foi fechada e hoje estou tranquila. Nada mais me desagrada", conta a moradora de um prédio no bairro Santa Cruz, na Zona Sul.

O que observar:

- Rachaduras nas paredes

Devido à movimentação natural do prédio ao longo de sua vida.

- Cano entupido na pia da cozinha

Consequência de problemas no encanamento de outros andares.

- Descarga disparada do banheiro

Provocada pela pressão da água que chega ao primeiro andar.

- Barulho da garageme área de lazer

São inevitáveis nos apartamentos mais baixos.

- Vista da janela pouco privilegiada

Por causa da sua proximidade com a rua.


Fonte: Diário de São Paulo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Crédito para imóveis deve evoluir mais

As concessões de crédito imobiliário devem continuar se destacando na evolução da carteira de crédito a pessoas físicas nos próximos meses, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, divulgado nesta segunda-feira (1º).
Por outro lado, o indicador mostrou que o otimismo para as concessões de crédito com recursos livres caiu 1,8% em setembro - para 100,5 pontos - na comparação com o registrado no mês anterior (101,5). Esta é a sétima queda seguida.
Segundo a Serasa, as concessões feitas com recursos livres devem continuar se expandindo ao longo dos próximos meses, porém, em ritmo lento.

Consumo x Imóvel
As operações de crédito com recursos livres são, na maioria, voltadas ao consumo. Já as concessões de crédito imobiliário são feitas basicamente com recursos direcionados.
Os técnicos da Serasa apontam que a disposição do consumidor em aumentar seus níveis de endividamento permanece elevada, devido à maior confiança e mercado de trabalho em momento favorável.

Sobre o indicador
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor tem o objetivo de antever, em um horizonte de seis meses, as concessões reais de crédito ao consumidor.

Fonte: InfoMoney

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Otimismo dos consumidores cresce em todas as faixas de renda em novembro

SÃO PAULO - Os consumidores brasileiros de todas as faixas de renda registraram crescimento no índice de confiança em novembro, em relação a outubro.
Segundo dados do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), no décimo primeiro mês do ano, os consumidores com renda abaixo de R$ 1.200 registraram a maior alta no indicador, de 2%.
Já os consumidores com renda entre R$ 2.101 e R$ 4.800 aparecem em seguida, com alta de 1,5% no índice de confiança, seguidos pelos com renda entre R$ 4.801 e R$ 9.600. Quem recebe acima de R$ R$ 9.601 ficou apenas 0,3% mais confiantes neste mês.
A média brasileira, para todas as faixas de renda, ficou em 1,2%.

Confiança dos consumidores

Em novembro, a confiança do consumidor apresentou alta de 2,7%, registrando 125,4 pontos. O indicador que avalia a situação econômica atual foi o que mais influenciou no aumento da confiança dos consumidores.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor leva em consideração os seguintes quesitos: situação econômica do País, da família, do orçamento doméstico, do grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 20 de novembro em mais de dois mil domicílios nas sete principais capitais brasileiras.

Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Índice que reajusta aluguel desacelera em outubro, aponta FGV

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, desacelerou em outubro ao subir 1,01%, ante a alta de 1,15% em setembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
No ano, a variação foi de 8,98%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 8,81%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 1,30%. No mês anterior, a taxa foi de 1,60%. O índice relativo aos bens finais variou 1,53%, em outubro. Em setembro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,14%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 0,05% para 8,50%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de 0,83%. Em setembro, a taxa foi de 1,29%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,21%. Em setembro, a taxa foi de 0,29%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,26% para 0,06%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,22%, ante 0,34%, em setembro.

No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 2,55%, em outubro. No mês anterior, o índice registrou variação de 4,08%. Os itens algodão (em caroço) (30,97% para 2,40%), minério de ferro (0,28% para -3,83%) e bovinos (5,85% para 4,28%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: soja (em grão) (3,07% para 5,04%), mandioca (aipim) (-1,52% para 13,31%) e leite in natura (-3,39% para -0,03%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apresentou variação de 0,56%, em outubro. No mês anterior, a variação foi de 0,34%. Seis dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para alimentação (0,56% para 1,23%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: arroz e feijão (-1,63% para 7,04%), hortaliças e legumes (-4,07% para -1,70%) e laticínios (-0,01% para 1,56%).

Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: despesas diversas (0,14% para 0,23%), habitação (0,22% para 0,28%), saúde e cuidados pessoais (0,39% para 0,45%), educação, leitura e recreação (0,17% para 0,22%) e transportes (0,11% para 0,15%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: cerveja (-0,91% para 1,67%), material para reparos de residência (0,40% para 0,88%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,31% para 0,79%), salas de espetáculo (0,19% para 1,63%) e álcool combustível (0,60% para 4,35%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentou decréscimo em sua taxa de variação o grupo vestuário (0,72% para 0,67%). Nesta classe de despesa, o destaque foi o item roupas masculinas (1,40% para 0,26%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em outubro, variação de 0,15%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,20%. Os três grupos componentes do índice apresentaram desaceleração: materiais e equipamentos, de 0,36% para 0,26%, serviços, de 0,32% para 0,29%, e mão de obra, de 0,04% para 0,03%.

Fonte: SCIESP

Segunda fase do Minha Casa, Minha Vida terá moradias com energia solar

SÃO PAULO - A segunda fase do programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida terá moradias com energia solar.
Segundo a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, os novos empreendimentos destinados às famílias com renda máxima de três salários mínimos terão, obrigatoriamente, de contar com painéis solares para aquecer a água do chuveiro.
"O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, disse a secretária, conforme publicado pela Agência Brasil.
A medida é válida para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País e beneficiará cerca de 300 mil a 400 mil famílias.

Sustentabilidade

Ainda com o objetivo de garantir a eficiência de recursos, o Ministério das Cidades pretende estimular o reaproveitamento de água nas habitações da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, entretanto, o sistema de reuso da água não será obrigatório.
A segunda edição do programa entrará em vigor a partir de 2011 e terá 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão serão para famílias com renda máxima de três salários mínimos.

Fonte: InfoMoney - Gladys Ferraz Magalhães

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imóveis: o que os paulistanos buscam na hora da compra


Pesquisa revela quanto gastam os novos proprietários

De mudança para fugir do trânsito: “Moro no Morumbi e todos os dias tenho de enfrentar a Marginal Pinheiros. O trânsito começou a pesar. Atualmente, qualidade de vida é fazer tudo perto de casa. Por isso, comprei um imóvel na planta perto da sede da companhia farmacêutica em que trabalho, no Brooklin. No fim do expediente, poderei passar na casa dos meus pais, que vivem ali perto, e levar meu cachorro para passear na hípica. Gosto de tudo o que é diferente, e o meu apartamento (de 87 metros quadrados) será assim. Como a fiação ficará embutida no piso, as paredes estarão onde eu escolhi. Integrei sala, quartos e cozinha, pois não gosto de lugares fechados. Pelo iPhone poderei ligar, de onde estiver, a televisão e as luzes. Moro sozinha e, daqui a dois anos e meio, quando receber as chaves, aproveitarei muito a cafeteria dia e noite, a academia e a sauna.” TAÍSA DOS SANTOS, 30 ANOS, GERENTE DE TREINAMENTO DE VENDAS

Antes de comprar um imóvel, o paulistano pesquisa, em média, seis meses. Vai a lançamentos, visita diversos empreendimentos, faz contas... mas não se muda para longe de onde está instalado. Em média, distancia-se 3,2 quilômetros da antiga residência. Consumidores de apartamentos do chamado perfil econômico (até 250 000 reais) se afastam 3,8 quilômetros. Os de imóveis de padrão mais elevado (acima de 500 000 reais), 2,5 quilômetros. Saber disso norteia muitas das táticas de incorporadoras e imobiliárias. Não à toa, elas costumam investir bastante em pesquisa. Maior imobiliária do país, segundo ranking da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a Lopes tem um departamento especializado em esquadrinhar o que procuram aqueles que estão atrás de um imóvel novo, seja para morar, seja para investir.

Veja São Paulo teve acesso aos dados de levantamentos realizados com mais de 1 300 pessoas nos primeiros oito meses deste ano. “Nossos corretores batem de porta em porta para convidar os vizinhos a conhecer um lançamento”, conta Cristiane Crisci, gerente executiva de inteligência de mercado da Lopes. “Do entorno costumam sair 70% das vendas.”
Esse apego às raízes não é fruto apenas de bairrismo. Morar perto do trabalho e de parentes significa perder menos tempo em congestionamentos — os moradores da Grande São Paulo ficam, em média, duas horas e 42 minutos parados no trânsito todos os dias. “Atualmente, qualidade de vida é fazer tudo perto de casa”, diz a gerente de treinamento de vendas Taísa dos Santos. Ela vive em um apartamento alugado no Morumbi, mas comprou outro no Brooklin, onde fica a sede da companhia farmacêutica em que trabalha. “Vou poder passar na casa dos meus pais no fim do expediente e levar meu cachorro para passear na hípica."

Quem são os novos proprietários (por perfil de imóvel)
Diferenças de gosto dividem a cidade em dois grupos. “Os moradores das zonas Leste e Norte são mais caseiros”, diz Fábio Soltau, diretor de desenvolvimento da Fernandez Mera Negócios Imobiliários. “Por isso, procuram apartamentos com quartos e cozinha maiores.” Nas zonas Sul e Oeste, valorizam-se mais a praticidade e a localização. “Os imóveis têm, então, salas maiores, para quem quer receber os amigos.” Nos últimos três anos, a região sul concentrou 41% dos lançamentos da cidade. O bairro campeão é o Morumbi, com 7 992 unidades — quase o dobro do segundo colocado, a Vila Prudente. Com escassez de terrenos, o centro reuniu apenas 3% dos imóveis postos à venda.

O que atrai na compra (por perfil de imóvel)
Apesar de ter o maior volume de lançamentos da capital, o Morumbi não está entre os dez bairros que mais se valorizaram. Nos últimos cinco anos, o preço do metro quadrado no Jardim América foi o que mais cresceu: 36%. Passou de 7 360 reais em 2004 para 9 980 reais em 2009, impulsionado pelo baixo número de ofertas no mercado de altíssimo padrão (em valores atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção). Barra Funda e Butantã vêm logo em seguida, com 25% e 23% de valorização, respectivamente. Nesses dois casos, a alta é fruto de uma mudança de vocação. No passado, os bairros eram industriais e cheios de galpões. Os prédios foram chegando aos poucos e, nos últimos tempos, melhorando de padrão. “Os terrenos cada vez mais raros e as leis municipais restritivas estão encarecendo o metro quadrado”, afirma João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi). O aumento da oferta de crédito imobiliário ajuda a demanda e também faz o preço subir. “Só nos últimos doze meses o crédito cresceu 50%”, diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.
A popularidade dos fatores “área de lazer” e “paisagismo” reflete a vontade dos paulistanos de manter algum contato com a natureza. “Os novos imóveis têm até 30% de seu espaço ocupado pelo terraço. Em outras capitais, isso seria visto como desperdício”, conta Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara Brokers. “Nossa varanda rouba parte dos 140 metros quadrados de área útil, mas será um bom lugar para fazer churrasco e receber os amigos”, festeja a publicitária Thais Nascimento, que planeja se mudar neste mês para Perdizes. Outra característica desses imóveis é ter ao menos duas vagas de garagem, mesmo os apartamentos diminutos. Segurança reforçada deixou de ser luxo. “Ainda que simples, os edifícios têm cerca elétrica, câmeras de vídeo e garagem com dois portões”, explica Fernando Sita, diretor-geral de vendas da Coelho da Fonseca. “Os prédios de alto padrão estão adotando chip nos carros, seguranças armados e elevadores que só liberam o acesso ao andar após a leitura da impressão digital”.

Em ritmo acelerado
Depois de cair em 2008, o número de unidades residenciais vendidas na cidade pode superar recorde
Um elemento novo nesse mercado aquecido — após uma pequena queda no número de lançamentos em 2008, as vendas voltaram a crescer e podem registrar neste ano um recorde histórico — são os edifícios temáticos. “Lançamos um prédio na Avenida Hélio Pellegrino que usou apenas madeira de reflorestamento”, diz Sita, da Coelho da Fonseca. “As pessoas ainda não procuram um apartamento ecológico, mas essa característica funciona como fator de desempate.”

Os bairros que mais se valorizam
Preço do metro quadrado de área construída atualizado pelo Índice Nacional de Custo da Construção (em reais)
Em Alphaville, o condomínio iGLOO trará serviços de baby-sitter e massagista, além de garagem com tomada para carregar o carro elétrico — que quase ninguém tem, diga-se. Todas as unidades foram vendidas em um único fim de semana. Os edifícios da marca MaxHaus apostam em tecnologia. Se o cliente quiser, poderá dispensar as paredes entre os cômodos. E as unidades são entregues com sistema de automação que permite ligar o forno de microondas ou a banheira pelo iPhone, quando o morador está a caminho de casa. “Antigamente, todos os apartamentos eram construídos para pai, mãe e dois filhos”, lembra Andreas Auerbach, diretor comercial da MaxCasa, incorporadora dos MaxHaus. “Solteiros ou casais sem filhos tinham de se adaptar.” Hoje, não é preciso ter uma família típica de comercial de margarina para encontrar um lugar que parece ter sido feito sob medida para você.

Fonte: Veja São Paulo - Marcelo Moura

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Calcule seu décimo terceiro e use-o de forma consciente

SÃO PAULO – Entre a correria com a proximidade do final do ano, férias e festas, o mês de novembro chega cheio de expectativas para a organização do orçamento: é o mês da primeira parcela do décimo terceiro salário dos trabalhadores formais do Brasil.
Pela legislação, todo trabalhador com carteira assinada, bem como aposentados, pensionistas e trabalhadores avulsos têm direito a receber a gratificação.
Ainda conforme a lei, a partir de 15 dias de serviço, o trabalhador já está qualificado a receber o décimo terceiro salário, proporcional ao tempo trabalhado durante o ano.
Como calcular
Se você faz parte do grupo de trabalhadores com direito a receber o abono, aprenda a calcular quanto deve receber a partir da seguinte fórmula: valor do salário bruto/12 x número de meses trabalhados. Por exemplo, quem trabalhou oito meses durante o ano e tem um salário de R$ 3 mil deve dividir esse valor por 12 e multiplicar o resultado por 8, ou seja, o trabalhador do exemplo acima tem direito a receber R$ 2 mil de gratificação.
O pagamento, que acontece em duas vezes, dá-se da seguinte forma:
1ª parcela (até 30 de novembro): equivalente à metade do valor a que o trabalhador tem direito
2ª parcela (até 20 de dezembro): saldo da remuneração de dezembro menos a parcela adiantada menos os encargos incidentes sobre o valor total da gratificação.
A tabela abaixo ilustra o cálculo de décimo terceiro para dois salários e datas de contratação distintas.
1 8% - Alíquota de dedução de INSS para rendimentos na faixa até R$ 1.040,22. A alíquota de dedução de INSS para rendimentos entre R$ 1.040,23 e R$ 1.733,70 é de 9% e para rendimentos acima de R$ 1.733,71 é de 11%, sendo que a dedução máxima é de R$ 381,41, ou 11% do teto de cálculo, que é de R$ 3.467,40.
2 22,5% - Alíquota de dedução de IRRF para ganhos entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19, sendo que a base de cálculo é o rendimento após a dedução de INSS, no caso, o décimo terceiro após o desconto da parcela do INSS.
Uso consciente
A grana extra é sempre bem vinda, principalmente com a proximidade do final do ano, quando os gastos sempre aumentam um pouco mais. No entanto, para que o dinheiro a mais não passe de mocinho a vilão do seu orçamento, o ideal é seguir algumas dicas:
Pague primeiro as dívidas:
quem tem dívidas deve, em primeiro lugar, quitá-las, para fugir dos altos juros cobrados atualmente em certas modalidades de crédito. Opte por priorizar as dívidas mais caras e aquelas que podem causar a perda do bem ou o corte de serviço.
Programe-se para as obrigações da virada:
é importante reservar parte do abono de Natal para as despesas de início de ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar etc.
De olho no futuro:
aproveite também para “engordar” um pouco mais a sua reserva de emergência, para, depois, começar a investir, sempre de olho no futuro.
Pense em você também e se dê o direito de se presentear e de presentear pessoas queridas, afinal, você trabalhou o ano todo e merece esse agrado.


O cenário ideal seria que o dinheiro do décimo terceiro desse para seguir à risca todas as dicas da lista e que ainda sobrasse. No entanto, como o ideal é diferente do real, vale usar o bom senso e priorizar determinadas obrigações. Divida o montante em partes e destine cada uma delas para um fim. Dessa forma, é possível diminuir as dívidas, pagar parte das contas, poupar um pouco e ainda pensar em você!


Fonte: SCIESP

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A explosão do mercado imobiliário

Nos últimos dois anos, o aquecimento da economia, o aumento do poder aquisitivo da população, a ascensão da classe C, a redução das taxas de juros e o expressivo aumento da oferta de crédito criaram um cenário extremamente favorável para o mercado de imóveis.
Em São Paulo, bem como nos municípios em seu entorno, a expansão da malha viária e da rede de transportes metropolitana, com a inauguração do trecho sul do Rodoanel e de novas estações de trem e de metrô permitiram uma grande valorização de boa parte dos imóveis residenciais e comerciais.
O aumento da demanda trouxe um boom de lançamentos e, especialmente no último ano, maior quantidade de imóveis usados colocados à venda, seja porque seus proprietários desejaram realizar imediatamente o lucro pela valorização ou porque, em outros casos, decidiram mudar para apartamentos ou casas maiores ou mais bem localizadas.
O fato é que o mercado paulistano nunca esteve tão movimentado, com inúmeras possibilidades para quem deseja comprar para morar, revender ou alugar.
O setor está mais do que nunca atraente, mas é preciso prudência e análise para que se possa fazer o melhor negócio.
Com tantas ofertas e opções, é natural que muitos tenham dúvida de em qual ficha apostar. E, regra geral, há uma percepção generalizada de que, para morar ou investir, a melhor opção são os lançamentos imobiliários ou empreendimentos residenciais em construção. Muita calma nessa hora.
Há inúmeras ofertas interessantes em lançamentos residenciais. E vantagens: o comprador receberá um imóvel totalmente sem uso, moderno e com áreas de lazer mais sofisticadas, como fitness e varanda gourmet, dentre outros. Além disso, terá facilidade no retorno, e ganho expressivo se desejar revender a unidade próximo à data de entrega das chaves.
Mas há uma impressão equivocada de que o lançamento imobiliário é mais barato do que o imóvel usado. Proporcionalmente, na comparação do valor por metro quadrado, o preço de um imóvel pronto, usado, é de 20% a 30% menor do que o dos que estão em construção.
A maior disponibilidade de financiamento bancário, que hoje já responde por mais de 40% das vendas realizadas, contra 20% há três anos, e a possibilidade de desconto dos proprietários para agilizar o fechamento do negócio tornam atraente a compra de usados.
Os imóveis de terceiros têm a vantagem de serem disponibilizados praticamente no ato para os compradores, tão logo seja finalizada a transação financeira, sem necessidade de se aguardar por dois ou três anos até a entrega da unidade, que ainda terá de ser mobiliada e decorada, e muitas vezes depende ainda de colocação de pisos e alguns acabamentos.
Além disso, as unidades prontas podem ser visitadas "fisicamente" pelos interessados. O cliente sabe exatamente aquilo que está comprando, e inclusive sabe de antemão informações precisas, como o valor do condomínio e do IPTU, e por isso a chance de arrependimento, no futuro, é menor.
No caso de compra para investimento, o imóvel usado também é bom negócio, já que o proprietário pode começar a usufruir dos rendimentos da locação rapidamente, logo após a entrega das chaves, tendo retorno sobre o investimento realizado na compra da unidade.
A expansão do financiamento imobiliário facilitou a compra de imóveis de terceiros, e cada vez mais esse tipo de negócio é realizado em São Paulo. Entretanto, alguns cuidados são essenciais para que a compra ocorra sem surpresas, como verificar se a unidade está com toda a sua documentação em ordem.
O proprietário também não pode estar impedido legalmente de vendê-lo, como, por exemplo, ter seus bens indisponíveis por decisão judicial. Para verificar se o vendedor não tem problemas de idoneidade financeira recomenda-se procurar uma consultoria e, em São Paulo, solicitar certidão negativa dos dez cartórios de protesto, certidão do cartório de distribuidores cíveis e família, executivos fiscais, trabalhista e certidão da Justiça federal.
Com o mercado aquecido, multiplicaram-se as possibilidades, e neste momento é necessário serenidade, informação e consultoria para fazer as escolhas certas.
Fonte: Opinião - Roseli Hernandes

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Imóveis: FGTS pode ser usado mais de uma vez

Dinheiro do fundo também pode quitar parcelas ou reduzir saldo
Poucos sabem, mas é possível usar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) mais de uma vez no mesmo imóvel. De acordo com a Caixa Econômica Federal, além de dar entrada na compra da primeira residência, é possível usar o recurso do fundo também para quitar parcelas ou reduzir o saldo devedor do financiamento mais de uma vez, desde que haja saldo disponível. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Mutuários, Marcelo Augusto Luz, tem muita gente que desconhece essa opção e acaba se endividando mais ou perdendo o imóvel por falta de informação.
Usar o dinheiro do FGTS para dar entrada na compra do primeiro imóvel é prática popular no mercado de crédito imobiliário brasileiro. Dados da Caixa mostram que em 2010, até agosto, foram 654.689 saques do FGTS para aplicação em moradia, um total de R$ 4,631 bilhões. Mas usar para diminuir ou quitar o saldo devedor ou apenas pagar parcelas do financiamento é um recurso menos conhecido.
Opções
Para Marcelo Luz, da ANM, a melhor alternativa é aproveitar a oportunidade para negociar a redução do saldo ou até quitar de vez a dívida, o que resultará em juros menores para o consumidor. “Usar o FGTS só para pagar parcelas é gastar uma reserva importante para resolver um problema apenas parcialmente”, diz.
Os mutuários geralmente não sabem que, durante o período do financiamento, podem amortizar o saldo. Diante do susto com dívidas gigantescas que ficaram pendentes, eles recorrem mais uma vez ao FGTS para fechar um acordo com o banco. O aviador João Bolte, 55 anos, usou o FGTS por cinco anos para abater cerca de 80% das prestações.
Consórcios
Desde março deste ano, os trabalhadores titulares de conta no FGTS e cotistas de consórcios imobiliários também passaram a poder usar o saldo da conta vinculada para amortizar, liquidar e pagar parte das prestações desses consórcios com o saldo da conta vinculada. A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentada pela Caixa Econômica.
A novidade reforçou outros dois serviços disponíveis para o trabalhador na aquisição de imóveis: usar o saldo da conta vinculada para complementar a carta de crédito e para composição de lance. Para estas modalidades, as regras são as mesmas. O trabalhador interessado em usar o saldo da conta vinculada deve procurar a administradora de seu consórcio, que tomará as providências necessárias. O novo serviço está disponível para trabalhadores consorciados que já tenham sido contemplados com a carta de crédito e adquirido o imóvel.
É preciso estar com as prestações em dia
Para aplicar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na redução da dívida total do financiamento do imóvel é preciso estar com as prestações em dia, ter saldo na conta vinculada ao fundo e esperar um intervalo mínimo de dois anos desde a última utilização do fundo para a casa própria até a nova solicitação, de acordo com a Caixa Econômica.
Já para quem quer usar o dinheiro apenas para pagar parcelas pontuais, que não surtirão efeito no montante devido ao banco, o FGTS pode ser utilizado para abater até 80% do valor das prestações, em 12 parcelas mensais e consecutivas.
Essa modalidade de uso do FGTS pode ser repetida outras vezes, desde que haja saldo no fundo e que o cotista aguarde o término da operação anterior.
Pode ser abatida no pagamento parte de até três prestações em atraso. Além disso, o valor a ser movimentado não pode ultrapassar 80% do somatório das 12 cotas.
Na opinião do consultor em finanças Alexandre Lignos, da IGF, quitar parcelas com o saldo do fundo pode ser alternativa saudável para quem está no cheque especial por causa do “carnê” da casa própria, porque a rentabilidade do FGTS é baixíssima e o custo do juro do banco, astronômico. “Se você entrar dez dias no cheque especial já é o juro que o FGTS demora um ano para te pagar”, afirma Lignos, que ressalta, no entanto, que renegociar a dívida total é mais recomendável.
Condições para uso do FGTS
Quem pode utilizar:
* Proprietário de imóvel residencial concedido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

Condições:
*Ter pelo menos 3 anos de contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
*Ser titular ou coobrigado no contrato de financiamento
*Ter saldo suficiente na conta vinculada do FGTS
*Não ter outro imóvel residencial que impeça o uso dos recursos do fundo
*Ter o contrato de financiamento registrado em nome do titular e coobrigados
Para amortizar o saldo devedor:
*Estar com as prestações em dia
*É preciso intervalo mínimo de 2 anos entre as utilizações do fundo
Para liquidar o saldo devedor:
*É preciso intervalo mínimo de 2 anos entre as utilizações do fundo
Para pagar parte do valor das prestações mensais:
*Pode ser paga parte de até 3 prestações em atraso, acrescidas da quantidade de prestações a vencer, não ultrapassando 12 cotas
*Os recursos são utilizados para pagamento de parte do valor da prestação em 12 parcelas mensais e consecutivas
*O FGTS pode ser utlizado pra abater até 80% do valor da prestação
*O valor a ser movimentado não deve passar de 80% da soma das 12 cotas.
Fonte: SCIESP

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lei do Inquilinato pode aumentar oferta de imóveis e diminuir valor do aluguel

SÃO PAULO – A Lei do Inquilinato, aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode aumentar a oferta de imóveis e, por consequência, provocar um recuo no valor dos aluguéis.
Contudo, segundo explica o Diretor de Locação da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios), Eduardo Zangari, para que tal queda aconteça é necessário que a demanda por imóveis para locação não aumente.
“Com a Lei do Inquilinato o risco do negócio diminui e a tendência é de que aumente a oferta de imóveis. Mesmo assim, para que o valor do aluguel diminua é preciso que a demanda, que tem sido expressiva nos últimos anos, não aumente. Caso isso aconteça, podemos esperar uma estabilidade nos valores do aluguel ou até uma pequena queda de 5% a 10%”, disse.
Aluguel
De acordo com a Pesquisa Mensal de Locação Residencial, divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o valor do aluguel residencial na cidade de São Paulo, por exemplo, registrou, nos últimos 12 meses terminados em novembro, alta acumulada de 8,8%.
O percentual é superior ao dos índices que medem o comportamento da inflação ao consumidor no período, como o IPCA do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que variou 4,22%.
Para se ter uma ideia, um imóvel de três quartos na Zona Norte da capital paulista, em bom estado, pode ter sua locação entre R$ 1.148,40 e R$ 1.165,50.
Lei do Inquilinato
Sancionada pelo presidente da República no dia 9 de outubro de 2010, a Lei 12.112/09 incorpora modificações do novo Código Civil, em vigor desde 2002, e as regras processuais aprovadas nos mais de 18 anos de vigência da antiga lei.
O texto final aprovado foi o substitutivo do relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). A nova Lei entra em vigor a partir do dia 25 de janeiro.
Fonte: Infomoney

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Crédito imobiliário deve evoluir mais que crédito para consumo, prevê Serasa

SÃO PAULO – As concessões de crédito imobiliário devem seguir tendência contrária a verificada nas concessões de crédito para consumo, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, divulgado em 5 de outubro.
Segundo a Serasa, as concessões feitas com recursos livres devem subir ao longo dos próximos meses, porém, em ritmo lento.
Contudo, a evolução das concessões de crédito imobiliário deve ser mais acelerada.
O indicador mostra que, em agosto, a perspectiva de concessão de crédito ao consumidor para os próximos seis meses recuou 1,9% e atingiu o valor de 101,5. Esta é a sexta queda seguida.
Tal queda mostra, segundo os técnicos da Serasa, que as concessões devem crescer, porém, em ritmo menor que o verificado no primeiro semestre do ano.
Consumo X Imóvel
As operações de crédito com recursos livres são, na maioria, voltadas ao consumo. Já as concessões de crédito imobiliário são feitas basicamente com recursos direcionados.
De acordo com técnicos da Serasa, a disposição do consumidor em aumentar seus níveis de endividamento permanece elevada, devido a maior confiança e mercado de trabalho em momento favorável.
Com isso, as concessões de crédito imobiliário devem continuar se destacando na evolução da carteira de crédito do sistema financeiro às pessoas físicas.
Sobre o indicador
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor tem o objetivo de antever, em um horizonte de seis meses, as concessões reais de crédito ao consumidor.
Fonte: InfoMoney - Camila F. de Mendonça

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Classe D já sonha com a casa própria

Aumento da renda ampliou consumo desse grupo, que hoje chega a R$ 381,2 bilhões; 72% querem crédito para a compra do imóvel
SÃO PAULO - Com um poder de consumo de R$ 381,2 bilhões somente em 2010, o grande desejo da classe D é a casa própria. Segundo pesquisa da consultoria Quórum Brasil, obtida com exclusividade pelo ‘Estado’, 72% das famílias com renda de R$ 800 a R$ 1.020 por mês ambicionam comprar um imóvel.
O aumento da renda ampliou o consumo desse grupo da população e também chamou a atenção de algumas empresas e bancos. Para especialistas, porém, o acesso ao crédito de maiores valores, como o imobiliário, ainda é limitado.
"Essas pessoas que hoje estão na base da pirâmide são tomadoras de crédito para a compra do computador, moto, carro ou para financiar viagens. Mas são créditos de valores menores", explica o diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges. "Agora é que eles começam a ter alguma participação em termos de financiamento imobiliário."
A demanda reprimida é grande. Borges acredita que pelo menos 80% dos quase 6 milhões de lares de déficit habitacional sejam da baixa renda. Mas o dinheiro curto torna o sonho de muitos distante. Estima-se que um imóvel para esse público custe, no máximo, R$ 50 mil.
No Bradesco, a parcela mínima do financiamento é de R$ 200, o que, segundo cálculo de Borges, permite que o cliente financie uma casa de R$ 45 mil em 30 anos. Já numa simulação do Itaú Unibanco, famílias com ganhos de R$ 1.020 por mês não conseguem obter o crédito, por causa do comprometimento muito grande da renda.
"A própria ascensão da classe C influi nessa ambição. Quem tem menor renda vê na televisão os feirões, as ofertas de imóveis, e passa a querer isso também", diz o diretor da Quórum Brasil, Cláudio Silveira. "Mas, além de o salário da classe D não ser suficiente, não há linhas de financiamento de valores tão baixos."
Um terceiro problema seria a regulamentação dos imóveis. Localizados geralmente na periferia, grande parte das residências de preço baixo não possuem todos os documentos necessários para o financiamento.
No Bradesco, apenas 3% dos R$ 5 bilhões financiados até junho foram destinados à classe D. A classificação do grupo, no entanto, não possui um critério fechado e nos bancos em geral se estende a famílias que ganham até três salários mínimos. "Já pega parte das pessoas na transição para a classe C", garante Silveira.
O que parte do mercado acredita ter garantido maior acesso da classe D é o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, que atende à faixa de renda de até R$ 1.395. Segundo a Caixa Econômica Federal, principal banco envolvido no projeto, os recursos do Fundo de Arrendamento Residencial vão produzir 400 mil unidades.
Segundo a Caixa, outras 67 mil famílias já foram atendidas por financiamentos com recursos do FGTS, subsidiados pelo programa, e dessas 21 mil têm renda inferior a R$ 1.100. Em 2008, quando ainda não havia o programa, 47% das residências financiadas eram para famílias de até três salários mínimos, número que aumentou para 60% em 2010, após o programa ter entrado em vigor.
Outros desejos
Os próximos itens do ranking dos desejos são a aquisição do automóvel e progredir na vida ou estudar, objetivos que já são mais facilmente alcançáveis. Além de estudar, o grupo passa a se preocupar mais em guardar dinheiro (18% dos pesquisados), mas apenas 46% realiza tal objetivo.
Pelo fato de boa parte da classe D morar em locais considerados violentos e também pela renda ser insuficiente para passeios mais distantes, muitos optam por ampliar as possibilidades de lazer dentro de casa, com a compra de aparelhos de DVD, videogames e computadores.
Fonte: Economia & Negócios - Yolanda Fordelone

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Valor do aluguel em SP mais que dobra, dependendo da região escolhida

SÃO PAULO - Levantamento realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) revela que, dependendo da região escolhida, o valor do aluguel na cidade de São Paulo mais do que dobra, podendo ficar até 162,42% mais caro.
De acordo com dados do sindicato, a região Leste (zona B) da capital paulista possui os menores valores de aluguel para imóveis em bom estado de três dormitórios. Na região Sul (zona A), por outro lado, foram encontrados os maiores valores de locação para estes imóveis.
Diferenças
Em setembro, a maior variação foi encontrada no preço máximo dos imóveis de três dormitórios em bom estado na capital paulista, considerando dados disponíveis para todas as regiões*. O aluguel de uma unidade de 90 metros quadrados, por exemplo, sai por R$ 833,40 na região Leste (zona B) e por R$ 2.187 na região Sul (zona A).
No caso dos imóveis de dois dormitórios (com 70 m2), a diferença nos preços atinge 129,64%. O menor valor verificado em setembro foi encontrado na região Leste (zona B), onde o valor do aluguel chegou a R$ 713,30. Já o maior valor, de R$ 1.638, também foi verificado na região Sul (zona A).
No caso de um dormitório (com 55 m2), também em bom estado e considerando os preços máximos, pode-se verificar uma diferença de 108,71% no valor do aluguel, sendo o menor de R$ 682 (zona Leste B) e o maior, de R$ 1.423,40 (zona Sul A).
Valor por região
Na tabela a seguir, é possível verificar o preço máximo do aluguel de imóveis em bom estado de um, dois, três e quatro dormitórios na cidade de São Paulo. Os preços estão divididos por zonas e consideram tamanhos específicos de propriedades:
R$ 833,40 - Norte R$ 704 R$ 1.029 R$ 1.248,30 - Oeste - zona A R$ 1.386
R$ 1.481,90 R$ 1.893,60 - Oeste - zona B R$ 727,10 R$ 1.010,80 R$ 1.186,20 - Sul - zona A R$ 1.423,4 R$ 1.638 R$ 2.187 R$ 3.575
Sul - zona B R$ 913 R$ 1.044,40 R$ 1.251,90 -
Centro:
Barra Funda, Bom Retiro, Cambuci, Centro, Liberdade, Pari, Santa CecíliaZona Leste A: Alto da Mooca, Belém, Mooca, TatuapéZona Leste B: Artur Alvim, Brás, Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Aricanduva, Penha, São Mateus, São Miguel Paulista, Sapopemba, Vila Carrão, Vila Formosa, Vila Matilde, Vila PrudenteZona Norte: Brasilândia, Casa Verde, Freguesia do Ó, Limão, Mandaqui, Pq Edu Chaves, Santana, Tremembé, Tucuruvi, Vila Guilherme, Vila Mazzei, Vila Nova CachoeirinhaZona Oeste A: Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Lapa, Perdizes, Pinheiros, Pompéia, Sumaré, Vila Leopoldina, Vila MadalenaZona Oeste B: Butantã, Jaguaré, Perus, PiritubaZona Sul A: Aclimação, Bosque da Saúde, Chácara Santo Antônio, Higienópolis, Itaim, Jardim da Saúde, Jardins, Moema, Morumbi, Paraíso, Real Parque, Saúde, Vila Mariana, Vila OlímpiaZona Sul B: Campo Limpo, Cidade Ademar, Interlagos, Ipiranga, Moinho Velho, Pedreira, Sacomã, São João Clímaco, Vila das Mercês, Vila Gumercindo
Fonte: SECOVI

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Índice que reajusta aluguel sobe 8,53% em 12 meses, aponta FGV

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, subiu 0,75% na primeira leitura de outubro, na comparação com o mesmo período de setembro, quando a varição foi de 0,99%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e são referentes ao intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de setembro.
No ano, a variação foi de 8,70%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 8,53%.
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) registrou variação de 1%, no primeiro decêndio de outubro. No mesmo período do mês de setembro, a taxa foi de 1,44%. A taxa de variação do índice referente a bens finais avançou de 1,33% para 1,55%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,80% para 9,67%. No estágio dos bens intermediários, a taxa de variação passou de 0,34% para -0,25%.
O índice referente a matérias-primas brutas registrou variação de 2,07%. No mês anterior, a taxa foi de 3,17%. Os itens que mais contribuíram para a trajetória de desaceleração deste grupo foram: minério de ferro (4,98% para -3,23%), algodão (em caroço) (28,09% para -2,01%) e cana-de-açúcar (1,27% para 0,25%). Com taxas em sentido ascendente, destacam-se: milho (em grão) (8,75% para 13,61%), soja (em grão) (2,60% para 4,84%) e leite in natura (-4,26% para -0,90%).
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou, no primeiro decêndio de outubro, taxa de variação de 0,31%. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,16%. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (0,01% para 0,49%). Neste grupo, as principais contribuições partiram dos itens: arroz e feijão (-2,46% para 5,02%), laticínios (-0,58% para 1,09%) e carnes bovinas (1,71% para 3,12%).
Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: vestuário (0,33% para 1,19%), educação, leitura e recreação (0,01% para 0,14%), habitação (0,23% para 0,33%) e despesas diversas (0,09% para 0,19%). Nestas classes de despesa, cabe destacar os itens: roupas (-0,15% para 1,18%), show musical (-2,78% para 2,81%), taxa de água e esgoto residencial (0,37% para 1,33%) e cerveja (-0,78% para 1,01%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos transportes (0,13% para -0,21%) e saúde e cuidados pessoais (0,45% para 0,21%) apresentaram diminuição em suas taxas de variação. Nestes grupos, vale mencionar os itens: gasolina (0,30% para -0,62%) e medicamentos em geral (0,46% para -0,68%), respectivamente.
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, no primeiro decêndio de outubro, taxa de 0,12%. No primeiro decêndio de setembro, a taxa foi de 0,08%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,24%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,08%. O índice que representa o custo da mão de obra não apresentou variação, no primeiro decêndio de outubro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 0,08%.
Fonte: SCIESP