terça-feira, 26 de abril de 2011

Crédito habitacional está fora do aumento de IOF

Imposto não incide sobre o financiamento para casa própria, porém vale para os imóveis comerciais.

Brasília – Anunciada pelo governo na quinta-feira (07, março), a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as operações de crédito às pessoas físicas, de 1,5% para 3%, não é aplicada aos empréstimos destinados à casa própria – e nem ao leasing.
Contudo, o reajuste do IOF vale para a compra de imóveis comerciais. Sendo o comprador pessoa física, será cobrado IOF de 3% ao ano, mais 0,38% sobre o valor da operação. Pessoas jurídicas pagarão menos: 1,5% relativo ao total do prazo do empréstimo, e 0,38% sobre o valor da operação.

O leasing é classificado pela Receita Federal como serviço, não como operação de crédito. Assim, não sofre o aumento do IOF, o mesmo ocorrendo com as compras feitas com cheques pré-datados e através de carnês, modalidades teoricamente em desuso.

Já o cheque especial e o cartão de crédito rotativo estão enquadrados no aumento. No caso de cartões de crédito, o IOF será cobrado para quem parcelar a fatura e rolar o saldo devedor, caso em que pagará 0,0082% ao dia (3% ao ano), mais 0,38% sobre o valor da dívida. Foi mantida a alíquota de 6,38% sobre o valor de compras feitas no exterior por meio do cartão de crédito.

Em relação ao cheque especial, a alíquota foi elevada de 0,0041% ao dia para 0,0082% ao dia. A cada 30 dias, será cobrado 0,38% sobre o saldo sacado no vermelho.

Fonte: ImovelWeb

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mercado imobiliário estuda desconto na folha de pagamento para aluguel

SÃO PAULO Uma nova alternativa para o mercado imobiliário vem atraindo a atenção de profissionais do setor. É o aluguel consignado, proposta que, inclusive, já tramita no Congresso Nacional, com o objetivo de trazer mais segurança aos proprietários de imóveis.

O projeto de lei 462/2011, de autoria do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), permite a consignação do aluguel em folha de pagamento dos contratos de aluguéis firmados por servidores públicos e empregados regidos pelas leis do trabalho. O valor do aluguel descontado em folha não poderá ultrapassar 25% do salário líquido do trabalhador.

“A proposta atrairá os locatários que encontram dificuldades em conseguir fiador, o que significará maior procura por imóveis. Por outro lado, a garantia de recebimento dos aluguéis ao proprietário estimulará a entrada de novos agentes”, afirma o sócio proprietário da imobiliária Ato, André Luiz de Souza Junior.

Segundo o executivo, a opção de desconto em folha de pagamento já é praticada em outros casos, o que torna improvável o projeto de lei ser taxado de inconstitucional. O mecanismo para o aluguel consignado é praticamente o mesmo do empréstimo com desconto na folha de pagamento.

Inclusão - A modalidade de aluguel consignado, no entanto, não está disponível para todo os tipos de locatários. É o caso, por exemplo, dos trabalhadores informais, que não possuem renda fixa.

Fonte: Equipe InfoMoney

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Proposto índice único para o reajuste de aluguel

PL proíbe cláusula contratual permitindo ao locador optar por índice de maior variação no período de apuração.

Brasília, DF - Impedir que contratos de aluguel tenham dois índices de referência, prevendo reajuste baseado naquele que acumulou a maior variação durante o período de apuração é o objetivo do Projeto de Lei (PL) 123/11, do deputado Jonas Donizette (PSB/SP), em análise na Câmara Federal.

Donizette diz que o locador pode escolher sempre a maior entre as duas taxas disponíveis para reajustar a prestação mensal do locatário. Para evitar a situação, o PL de sua autoria proíbe a menção de duplicidade em cláusula contratual.

O parlamentar acredita que a medida vai evitar "desequilíbrios" na assinatura do contrato de aluguel, já que, segundo ele, "muitos locatários acabam aceitando esse tipo de cláusula por imposição do locador".

"Tal imposição gera vício de vontade no contrato, já que ali não está expressa a livre manifestação da vontade do locatário, mas sim a pura adesão compulsória de quem não pode reagir sem perder a oportunidade de alugar um teto para si e seus familiares", argumenta Donizette.

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas Comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: ImovelWeb

terça-feira, 12 de abril de 2011

Declaração de imóvel lidera dúvidas no IR

Dúvida mais recorrente é saber como declarar venda seguida de compra de um imóvel

Samir Choaib é advogado tributarista. Há alguns anos, quando chega o período de declaração do imposto de renda, viaja pelo País para palestrar sobre o tema. Em 2011, afirma ele, a dúvida mais recorrente é sobre a possibilidade de isenção de imposto quando há a venda seguida de compra de um novo imóvel. “Mas há algumas regras para isso”, alerta o advogado.

A mesma constatação pode ser feita pelo volume de perguntas de leitores sobre o tema que o Estado tem recebido. De cerca de 1,5 mil questões recebidas por e-mail (imposto.renda@grupoestado.com.br), pelo menos 40% são sobre a venda seguida de compra de novo imóvel. As respostas da tributarista Elisabeth Libertuci são publicadas diariamente no caderno.

Para um entendimento mais claro, tome-se o exemplo de um contribuinte possui um imóvel declarado por R$ 100 mil e o vende por R$ 1 milhão. Se, em até 180 dias, esse mesmo contribuinte comprar um ou mais imóveis por R$ 1 milhão, ele está isento de IR.

“Se ele comprar um imóvel de R$ 500 mil, pagará 15% de imposto sobre os outros R$ 500 mil”, completa Choiab. O benefício só contempla negociações de imóveis residenciais. Terrenos também não se enquadram na regra. O advogado afirma que o benefício é uma boa manobra tributária.

“Ainda levando em conta o exemplo, supondo que o novo imóvel de R$ 1 milhão seja vendido um dia depois da compra, não há incidência de imposto sobre o ganho de capital de R$ 900 mil”, detalha.

São poucos os que não têm dúvidas na hora de declarar o imposto de renda. Pensando no futuro, começam a surgir escolas particulares que ministram aulas sobre o tema para os alunos do ensino médio (que, em geral, não são obrigados a entregar declaração).

Em São Paulo, por exemplo, as escolas Santa Amália e Augusto Laranja já aderiram à iniciativa. “Na aula, contei desde como surgiu o imposto de renda no mundo e ensinei o passo a passo da declaração”, conta o professor Igor Golinelli, do Augusto Laranja. “Eles se interessam pelo tema. As principais dúvidas são sobre porque alguns têm imposto a receber e outros, a pagar”, comenta o professor.

No Santa Amália a proposta é um pouco diferente. Os alunos do ensino médio primeiramente tiveram uma breve aula sobre o imposto de renda seguida da exigência de uma pesquisa abrangente sobre o tema. Dias depois, foi feito um fórum entre as classes para discutir as informações estudadas. Alíquota, diferença entre o modelo completo e simplificado estão entre os assuntos mais abordados.

Fonte: ImovelWeb

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apesar do corte, bancos priorizam habitação

São Paulo - O corte de R$ 5,1 bilhões no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, promovido nessa semana pelo governo federal não trará impactos negativos nas carteiras de créditos dos bancos - os maiores fornecedores de crédito ao setor no País.

O segmento, que este ano será puxado pelo setor imobiliário com um volume maior de contratações feita por pessoa jurídica, permanecerá inalterado. A sinalização veio dos bancos de grande porte procurados pela

reportagem do DCI.
Para Marcello Gomella, professor da Universidade Anhembi Morumbi, o corte nada mais é que uma forma de o governo justificar os gastos e só foi empregado no programa habitacional, porque o Brasil conta com outras ferramentas para acabar com o déficit habitacional. "O governo tem de dar uma resposta à população sobre os seus gastos. Mas, o setor da construção civil continuará a crescer", afirma.
O especialista diz que um dos fatores que pode ter levado o governo a intervir no programa foi a falta de espaço para a construção dessas residências. "O governo enfrenta a falta de terrenos para suprir a demanda criada no passado", diz Gomella, acrescentando que investimentos no setor não faltarão. "O crédito existe em abundância, e recursos como o Fundo de Garantia e os consórcios podem segurar o setor", diz.
A Caixa Econômica Federal, ao divulgar o balanço com os resultados do quarto trimestre, informou que a projeção para a carteira de crédito da instituição é de crescimento de 30%. Procurada pelo DCI para comentar as possíveis consequências do corte, a Caixa preferiu não se pronunciar sobre o assunto. No ano passado, o banco foi responsável por 44,6% dos financiamentos de imóveis usados no Estado de São Paulo, sendo líder no mercado segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Neste ano, a Caixa entregará 573 mil moradias nova adquiridas pelo Minha Casa Minha Vida.
Gomello, quando questionado sobre o impacto do corte no Caixa, afirmou que será algo pequeno e o banco não sentirá a queda. "A Caixa continuará sendo a maior provedora de crédito habitacional. Isso não vai mudar, o que será sentido é uma menor atividade do setor", afirma.

O Itaú Unibanco, que manifestou a intenção de explorar esse nicho do mercado de crédito, acredita no potencial do setor imobiliário. Em encontro recente com a imprensa, o presidente da instituição Roberto Setubal, afirmou que o mercado tem espaço para crescer. "Crédito Imobiliário no Brasil corresponde a 3% do Produto Interno Bruto [PIB], enquanto em outros países chega a 20% do PIB. Isso significa que existe um grande espaço para crescimento", afirmou.

O Bradesco também mantém as projeções de crescimento de 19% em sua carteira de crédito para este ano, baseado na pessoa jurídica, que não será afetada com o corte orçamentário, visto que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida é destinado a pessoa física de baixa renda.

Segundo o banco, os cortes não interferem em nada nas operações de crédito da instituição e que mantém as projeções para 2011. O Banco do Brasil analisa os impactos das medidas e não quis se pronunciar sobre o assunto.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta para 2011 expansão de 51% no volume financeiro de financiamento de imóveis, por meio do Sistema de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Os dados da associação vão de encontro com as previsões de mercado esperadas para este ano. Gomella ressaltou a saúde financeira das empresas de construção, que recentemente fizeram Oferta Pública Inicial (IPO da sigla em inglês), que significa dinheiro em caixa para progredir ao longo deste ano. "Construtoras listadas na BM&F Bovespa fizeram IPO recentemente para arrecadar capital, os bancos estão sempre em perfeita ordem financeira, então esse medida não abalará nem o mercado financeiro, nem o imobiliário", diz.
No caso do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), o presidente Rubens Bordini, disse que pretende conseguir expansão de até 25% na carteira de crédito imobiliário do banco, passando a R$ 1,5 bilhão em 2011.

Fonte: SCIESP - Flávia Milhassi

quinta-feira, 10 de março de 2011

Corte real no Orçamento é de R$ 13 bi e vai afetar Minha Casa, Minha Vida

Para economizar os R$ 50,1 bi anunciados antes, governo inclui no cálculo medidas como combate a fraudes do seguro-desemprego e atraso em pagamento de sentenças judiciais

BRASÍLIA - Do anunciado pacote de contenção de despesas de R$ 50,1 bilhões no Orçamento de 2011 o governo só cortará "na carne" R$ 13 bilhões, dos quais R$ 3,4 são investimentos.

O restante do ajuste o governo pretende fazer à custa de combate a fraudes, do adiamento do pagamento de sentenças judiciais e de reestimativas. É o que revelam os dados divulgados ontem pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior. Ao contrário do anunciado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi cortado, com a redução de R$ 5,1 bilhões no Minha Casa Minha Vida - que tecnicamente faz parte do PAC.
Um exemplo de ministério que vai ter redução real de despesas é o da Defesa. A secretária de Orçamento Federal, Célia Corrêa, disse que terão de ser renegociados contratos para a aquisição de helicópteros russos, submarino francês e aviões cargueiros da Embraer. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avisou que não há recursos para comprar caças este ano.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, sustentou outra versão. Afirmou ontem que o corte no orçamento de sua pasta não deverá atingir projetos como o do submarino nuclear e a concorrência internacional para equipar a Força Aérea com novos caças. Segundo Jobim, o corte de 27% não deve impedir que o acordo para a compra dos caças para a FAB seja fechado este ano, mas os gastos só ocorreriam a partir de 2012.
O corte de despesas pretendido pelo governo era de R$ 50,1 bilhões, mas a redução de gastos anunciada ontem foi de R$ 53,6 bilhões, para compensar dispêndios não previstos de R$ 3,5 bilhões. Mas a radiografia dessa numeralha mostra que a tesoura do da equipe econômica não foi fundo no corte de gastos.
A conta, por exemplo, foi inflada com o "corte" de R$ 18 bilhões de emendas de parlamentares, dinheiro que o governo nunca pretendeu liberar de fato. Outros R$ 9 bilhões foram "economizados" com uma nova estimativa de gastos com subsídios.
O Executivo avisou, ainda, que pretende cortar R$ 3 bilhões combatendo fraudes no abono e seguro-desemprego, algo cujo resultado é incerto. Outros R$ 2 bilhões o governo pretende segurar apresentando recursos judiciais para empurrar eventuais pagamentos devidos pela Previdência para o próximo ano.
Minha Casa. O governo anunciou, também, o corte de R$ 5,1 bilhões do Minha Casa, Minha Vida porque a segunda etapa do programa ainda não foi aprovada no Congresso, o que deve se concretizar só por volta de maio. Assim, é um gasto que o governo não conseguiria fazer mesmo se quisesse.
Mais R$ 3,5 bilhões serão poupados com a suspensão de novos concursos públicos e contratações de novos funcionários. Tudo somado dá R$ 40,6 bilhões, sobrando R$ 13 bilhões de corte efetivo.
Dessa porção de corte real, R$ 9,6 bilhões são gastos de custeio. Nenhum ministério escapará de economizar com diárias e passagens aéreas. A presidente Dilma Rousseff deverá assinar hoje um decreto cortando esses gastos pela metade. Haverá, ainda, determinação para que viagens passem pelo crivo dos ministros ou secretários executivos de cada pasta. Serão proibidos gastos com aquisição, reforma e aluguel de imóveis.
Ontem, ao divulgar os cortes, Mantega e Miriam Belchior reafirmaram que o PAC não havia sofrido cortes. De fato, a parcela do programa que se refere a investimentos em infraestrutura ficou intocada. No entanto, o programa Minha Casa, Minha Vida, que é parte do PAC, sofreu reduções.
"É uma questão de nomenclatura", disse Célia Corrêa, ao tentar explicar que o corte no programa habitacional não correspondia a um corte no PAC.
O corte de emendas de parlamentares explica a queda de 84% na previsão de gastos do Ministério do Turismo. A pasta, que teve aprovado um orçamento de R$ 3,6 bilhões, ficou com apenas R$ 573 milhões.

Fonte: O Estado de S.Paulo - Lu Aiko Otta

terça-feira, 1 de março de 2011

Os novos rumos na administração de condomínio

Os orçamentos jamais devem desprezar os recursos para a modernização, diz especialista no tema.

É incontestável que nesta última década a gestão condominial sofreu profundas alterações. A contínua falta de visão sobre a necessidade de profissionalização de um mercado antes sem importância e marginalizado, gerou alguns descompassos e deixou sequelas que só o tempo ajustará.
Destacamos as principais:

1 - A falta de visão de condôminos e do corpo diretivo sobre a necessidade de uma postura mais independente e mais planejada nas ações do edifício.
Considerando-se o envelhecimento das edificações e as ações periódicas de manutenção preventiva, corretiva e emergencial, jamais se deve desprezar nos orçamentos os recursos para a modernização. Trata-se de um fator de atualização do patrimônio. Essa visão é imperativa e deve ser reforçada em cada reunião junto aos moradores.

2 - As administradoras de condomínios devem manter o foco em seu objetivo principal: assessorar e orientar o cliente. Atualmente, grande parte das administradoras agregam serviços e benefícios que muitas vezes só visam a sua diferenciação entre as mais de quatro centenas de empresas que disputam o mesmo mercado. Com isso, sua atividade principal fica em segundo plano.

O condomínio, por meio de seus condôminos e responsáveis, passa a ter uma gama de serviços, úteis, mas secundários, que compensam a ausência de um atendimento personalizado. Não é raro o serviço das administradoras ser comparado com o atendimento sofrível das empresas de telefonia e TVs a cabo. Somente quando o sentido de consultoria for aceito pelos contratantes é que a função principal das administradoras será resgatada e os serviços, valorizados.

3 - A falta de regulamentação da profissão é, talvez, o fator mais importante nesse processo de ajuste e descompasso.

A gestão condominial é elemento de alta importância na condição econômica dos moradores. E não devemos desconsiderar a crescente migração da população para edificações cada vez mais complexas, pelos atrativos que as construtoras oferecem ao mercado. Já podemos projetar que aproximadamente 50% da população da Capital paulista irá morar em condomínios, nos próximos anos.

A complexa gama de atividades que o setor envolve exige atenção especial no que se refere ao atendimento constante da legislação, às relações trabalhistas e às posturas municipais da edificação, além da atenção para a segurança de seus moradores. São atribuições claramente direcionadas às administradoras profissionais que atuam nesse segmento.

Porém, não devemos esquecer que, adicionalmente, exercem essa profissão também advogados, contadores, síndicos profissionais e há ainda as gestões independentes denominadas autogestões. Trata-se de uma complexa rede de prestadores e profissionais que não seguem padrões claros e, muitas vezes, sequer seguem as normas que regem os condomínios, hoje definidas pelo Código Civil. É clara a necessidade de uma padronização dos sistemas e demonstrativos contábeis e financeiros para aumentar a transparência e o entendimento por todos os usuários.

4 - Falta de ação coorporativa dos condomínios e administradoras. Ações conjugadas são muito raras e de resultados escassos frente à importância e à quantidade de condomínios existentes.

Se as administradoras se estruturaram para atender à demanda em toda a gama de serviços, as suas ações são sempre isoladas, atingindo somente os clientes de uma ou outra empresa. A concorrência voraz é em parte causadora dessa desorganização da categoria, aliada à falta de regulamentação.

É preciso, entretanto, superar as diferenças e recuperar o sentimento de união para que se alcancem resultados melhores e se recupere a credibilidade do segmento como um todo. O “lucro” será dos clientes. No caso, os condomínios.

Tratar os condomínios como empresas deixou de ser uma proposta retórica para se transformar em necessidade urgente. A crescente modernização dos edifícios inteligentes já é um fato. Não podemos esperar que as ações governamentais apresentem programas e soluções globais. Cabe a cada empresa administradora, a cada síndico e morador agir e colaborar com ações concretas, que vão desde economias individuais dos elementos de utilização coletiva (como o gasto com água) até a participação comunitária por meio de gestos e ações que ensejem a melhoria da qualidade de vida de sua pequena comunidade, chamada condomínio.

Gabriel Karpat = Diretor da GK Administração de Bens Ltda e consultor do escritório Karpat Sociedade de Advogados.
diretoria@gk.com.br - www.gk.com.br

Fonte: ImovelWeb

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Governo estuda mudança em juros do programa Minha Casa, Minha Vida

SÃO PAULO – A CEF (Caixa Econômica Federal) afirmou que o governo estuda a criação de novos patamares de juros para o programa Minha Casa, Minha Vida.

Perguntado sobre se existe a possibilidade de o governo criar faixas intermediárias para os juros do programa, o banco afirmou que existem estudos na fase inicial e que, portanto, ainda não é possível antecipar nenhuma informação a respeito.

Os juros
As taxas de juros cobradas nas operações do programa com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) variam de 5% ao ano a 8,16% ao ano.
Para quem ganha até R$ 2.325, os juros cobrados são de 5% ao ano, enquanto para aqueles que ganham de R$ 2.325 a R$ 2.790 a taxa sobe para 6% ao ano. No caso daqueles que ganham de R$ 2.790 a R$ 4.900, os juros são de 8,16% ao ano.
De acordo com a CEF, para as três faixas, o tomador do financiamento, se for cotista do FGTS, terá redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juro.

Fonte: InfoMoney - Flávia Furlan Nunes

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carta de Crédito Individual é conjugada ao Minha Casa

Financiamento é direto ao interessado e pode ser utilizado para construir, reformar ou adquirir terreno.

A linha de financiamento Carta de Crédito Individual, oferecida pela Caixa Econômica Federal (Caixa) diretamente ao interessado, agora pratica, em algumas modalidades, as condições estabelecidas no programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida, incluindo os subsídios
concedidos de acordo com as faixas de renda do candidato ao empréstimo. Significa que, para os financiamentos, a linha capta recursos junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que resulta nos juros mais baixos do mercado.
Nos financiamentos concedidos pela Carta FGTS de Crédito Individual, os benefícios previstos no programa Minha Casa, Minha Vida são válidos para construir em terreno próprio; e para adquirir terreno e construir o imóvel. A modalidade pode, ainda, ser utilizada para concluir, reformar, ampliar ou fazer melhorias em imóvel próprio, casos que não têm os subsídios concedidos pelo programa habitacional federal.
Limites de renda familiar e possibilidades de utilização da Carta FGTS de Crédito Individual - Deve ser considerado que o encargo mensal (valor da prestação, mais eventuais adicionais) não pode ultrapassar a 30% da renda do pretendente, critério analisado quando da solicitação do financiamento.

Construção em terreno próprio ou aquisição de terreno e construção:
Renda De R$ 465,00 a R$ 4.900,00 - Para o financiamento de imóveis situados nos municípios integrantes das Regiões Metropolitanas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, no Distrito Federal e sua Região Integrada de Desenvolvimento (Ride/DF); nos municípios com população igual ou superior a quinhentos mil habitantes; e nas capitais estaduais e seus municípios limítrofes em processo consolidado de conurbação (expansão urbana que acaba por “unir” dois municípios, eliminando espaços desocupados entre eles, ainda que exista um rio junto ao limite municipal).

Conclusão, reforma, ampliação ou melhoria:
Renda de R$ 465 a R$ 3.000 – O limite para a concessão de crédito tem como referência o valor venal atribuído ao imóvel, descrito no carnê do Imposto Predial, Territorial Urbano (IPTU).

Modalidades Construção em Terreno Próprio e Aquisição de Terreno e Construção: A Carta FGTS de Crédito Individual financia conforme os limites enunciados a seguir.

Até R$ 130 mil para o Distrito Federal, capitais estaduais, municípios integrantes das regiões metropolitanas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro; e municípios com população igual ou superior a 1 milhão de habitantes.

Até R$ 100.000,00 para os municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes, para os municípios do Ride/DF e demais regiões metropolitanas.

Até 80.000,00 para demais municípios.

Entre outros requisitos, para candidatar-se ao financiamento através da Carta FGTS de Crédito Individual o interessado deve ter 18 anos completos; ou ser emancipado. Quanto ao limite etário, a idade do interessado, somada ao prazo de amortização do empréstimo não pode ultrapassar 80 anos e seis meses. Exemplo: uma pessoa com 65 anos de idade pode contratar crédito para quitação (amortização) em 15 anos (65 +15 = 80), mas não poderá fazê-lo se sua idade for 66 anos (66 + 20 = 81).

Para obter demais informações sobre a Carta FGTS de Crédito Individual consulte o site da Caixa Econômica Federal: www.caixa.gov.br/habitacao/index.asp

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Governo quer criar índice de preço para imóveis

Preocupada com a valorização dos imóveis nos últimos anos, o que pode se transformar numa bolha imobiliária, a presidente Dilma Rousseff decidiu acelerar a criação de um indicador de preços oficial para o setor.
Para isso, segundo assessores, ela assinará um decreto criando uma parceria entre a Caixa Econômica Federal e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para testar e montar o modelo final do Índice de Preços de Imóveis.
O índice deverá medir a evolução do valor de casas e apartamentos em todas as capitais. Inicialmente, os testes serão feitos em, no máximo, cinco cidades.
Participam do projeto o Ministério da Fazenda e o Banco Central, que lançou a ideia.
O índice poderá ter usos diversos e enfrenta resistências dentro do próprio governo.
Será um indicador de exposição ao risco dos bancos, que financiam os negócios nessa área, e também de renda gerada na economia.
Um problema destacado por parte dos técnicos do governo é que o índice pode acabar se tornando também um indexador do setor, sendo usado por donos de imóveis para reajustar os preços.
Há também a dificuldade em definir o modelo de índice que mais se ajusta à realidade brasileira. Ao contrário de outros setores, o imobiliário tem características específicas e o estoque de imóveis no país é diversificado.
A formação do índice pressupõe ser possível comparar o preço de um mesmo imóvel em vários momentos diferentes.
No caso de casas, apartamentos, lojas e demais construções, comerciais ou residenciais, há uma série de fatores que precisam ser considerados no valor final.

Fonte: Folha de São Paulo – Sheila d’Amorim e Valdo Cruz, de Brasília

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Decisão do TJ do DF condena uso da Tabela Price

TJDF: capitalizar juros em financiamento imobiliário é incompatível com nosso sistema jurídico.
Brasília, DF - Julgamento proferido pela 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), relatado pelo Desembargador Cruz Macedo,
reconhece que “constitui anatocismo, vedado pelo Artigo 4º da Lei de Usura (Decreto nº 22.626/33), o emprego da Tabela Price como fator de amortização, dado ser da sua essência a capitalização mensal de juros, circunstância incompatível com o nosso sistema jurídico”.
Traduzido em miúdos, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec), sinifica que “o Banco de Brasília, réu no citado julgamento, foi condenado a retirar da dívida os juros capitalizados, referentes a financiamento imobiliário contratado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH)".
O presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, exemplifica utilizando contrato com prazo de 20 anos para amortização, no qual, não havendo a incidência de juros capitalizados, "a economia para os mutuários pode chegar a 20% do valor total pago no contrato; ou quase quatro anos de pagamento de parcelas, dependendo da taxa de juros”.
Tardin destaca que “mesmo os contratos já encerrados pelos mutuários podem ser objeto de ação de repetição de indébito, onde, ficando comprovado que houve capitalização de juros, tudo que foi cobrado indevidamente deve ser devolvido com juros e correção”.
Ainda de acordo com Tardin, o Banco de Brasília “tem milhares de contratos de empréstimos do SFH - que é um financiamento com finalidade social, e sendo ele um banco público que, em tese, não tem por objetivo exclusivo o lucro, mas sim a promoção do bem estar social, deveria ao menos respeitar a legislação e não lesar seus clientes. A diretoria deveria tomar este julgado, que é um exemplo entre centenas que ocorrem todos os anos, e revisar administrativamente todos os contratos vigentes e encerrados”, instiga José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor.
Os interessados em contatar o Ibedec podem fazê-lo através do telefone 61 3345-2492.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nossas ofertas de hoje:


Lei do Inquilinato aniversaria, sob críticas e aplausos

Alvo de opiniões divergentes, as novas regras para contratos de locação vigoram desde 25 de janeiro de 2010.

São Paulo, SP - Ao analisar um ano de vigência das alterações na Lei do Inquilinato, o advogado Mario Cerveira Filho, especialista em Direito Imobiliário, conclui que as mesmas “prejudicaram sensivelmente os locatários, e criaram mecanismos processuais perversos para uma população que não estava absolutamente preparada para recebê-las”.
"A nova lei teve um efeito devastador com relação aos casos de purgação de mora e ação renovatória de contrato de locação. A relação entre o locador e o locatário ficou ainda mais desequilibrada. Se a antiga lei já beneficiava os locadores, agora os beneficiam ainda mais", opina Cerveira Filho.

Para Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial do Sindicato da Habitação em São Paulo (Secovi/SP), as alterações na Lei do Inquilinato vieram em bom tempo: “Essa legislação estava fazendo 18 anos e era hora de atualizá-la, de modo que situações não previstas na lei de 1991 pudessem ser contempladas”.

O também dirigente do Secovi/SP, diretor de Legislação do Inquilinato, advogado Jaques Bushatsky, acrescenta que “um dos grandes benefícios da (nova) legislação é premiar os bons pagadores”. Bushatsky opina que agora, com os processos mais ágeis, “os inadimplentes se deram conta que é melhor fazer acordo com os locadores a correr o risco de serem despejados em pouco tempo”.

Cerveira Filho aborda outro lado da mesma moeda: "Atualmente, o locatário inadimplente passou a ter apenas uma chance a cada 24 meses para purgar a mora e assim evitar a rescisão do contrato. Pela lei anterior, o locatário tinha duas oportunidades de atrasar o pagamento em 12 meses. Foi reduzida, drasticamente, a possibilidade de manutenção da locação nos casos de pagamento judicial (purgação da mora) da dívida locatícia", comenta o advogado.

“Está sendo criada uma grande bolha no mercado imobiliário brasileiro" - Como vantagens introduzidas pela Lei 12.112, além de “agilidade na tramitação de ações por inadimplência”, Bushatsky menciona a possibilidade de o fiador romper o vínculo com a locação após o final do contrato, quando ele passa a vigorar por prazo indeterminado, o que não era permitido anteriormente. O sindicalista entende que a agilização do processo de despejo abre a perspectiva de o contrato de locação ser celebrado “sem qualquer garantia, como fiador, seguro-fiança e depósito”.

Contudo, Mário Cerveira Filho vê nas novas regras da Lei do Inquilinato maior malefício do que benefício: “Por favorecer os locadores, as regras atuais promovem o exorbitante e descabido aumento no valor dos aluguéis. A valorização dos imóveis, obviamente, acompanhou este aumento, de forma desproporcional, ainda somado ao reajuste do principal imposto imobiliário (IPTU), potencializado pela inflação de 2010", avalia.

De acordo com Cerveira Filho, a conseqüência dos aumentos nos preços de locação é grande problema para o mercado imobiliário. "A tendência é crescer ainda mais o valor do aluguel, porque, na medida em que os prazos dos contratos de locação forem se encerrando, o valor em eventual renovação acompanhará esses fatores externos e extrínsecos. Isso prejudicará todos os locatários e a população do país. Está sendo criada uma grande bolha no mercado imobiliário brasileiro", conclui Mário Cerveira Filho, especialista em Direito Imobiliário e sócio do escritório Cerveira, Dornellas e Advogados Associados.

NR: A Lei do Inquilinato, datada de 1991, tem o nº 8.245 e continua em vigor, com alterações introduzidas pela Lei 12.112, que vigora desde o dia 25 de janeiro de 2010. As novas regras contemplam imóveis urbanos, residenciais e comerciais.

Fonte: ImovelWeb

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobe valor para financiar o Minha Casa

Preço máximo dos imóveis financiados passa de R$ 130 mil para R$ 170 mil em SP, RJ e DF

Para acelerar a segunda etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida e os financiamentos imobiliários de uma pequena parcela da classe média nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e Distrito Federal, o Conselho Curador do Fundo de

Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiu ontem elevar de R$ 130 mil para R$ 170 mil o valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do trabalhador nesses locais. Esse limite estava congelado há três anos.

Desta vez, SP, RJ e DF tiveram um tratamento especial. Os financiamentos nesses locais estavam empacados, segundo construtoras, porque os preços dos imóveis se valorizaram muito nos últimos anos e, portanto, não se enquadravam mais nos limites estabelecidos pelo FGTS.

A medida traz equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e visa cobrir o déficit na habitação popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores. No DF e nas regiões metropolitanas de SP e RJ, por exemplo, os imóveis têm valores bem mais altos do que a média nacional", explicou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que faz parte do conselho curador do FGTS.

O reajuste dos valores era aguardado desde o ano passado, porém, a definição só ficou para esse ano, conforme antecipado pelo Estado, para ser tratado como uma das primeiras bondades do governo da presidente Dilma Rousseff para famílias com renda de até R$ 4,9 mil.

Com a atualização do limite, a ideia é acelerar o Programa Minha Casa, Minha Vida entre as famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos. Um dos compromissos assumidos pela presidente em campanha eleitoral foi viabilizar a construção de dois milhões de moradias, no âmbito desse programa habitacional, em seu governo.

Faixas

Segundo decisão de ontem do conselho do FGTS, as outras faixas de valores de imóveis existentes, que variam conforme a localidade e a quantidade de habitantes, também foram reajustadas. No caso dos municípios com mais de um milhão e outras capitais federais, o teto passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Antes essas cidades tinham o mesmo valor das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Para cidades com população que varia entre 250 mil habitantes e um milhão, o valor máximo do imóvel passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil.

A renda máxima das famílias que podem financiar um imóvel com recursos do FGTS continua sendo de R$ 4,9 mil para regiões metropolitanas e municípios com população com mais 250 mil habitantes, e R$ 3,9 mil para as demais regiões do país. Os valores dos subsídios do governo para a baixa renda também não foram alterados, podendo chegar a R$ 23 mil.

O FGTS pode financiar até 90% do valor de imóveis novos ou usados, sendo o prazo de pagamento em até 30 anos. As taxas de juros incidentes são menores do que as oferecidas pelo mercado.

Fonte: O Estado de S.Paulo - Edna Simão

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Investimento em imóveis rende mais que poupança

Casas e apartamentos de SP tiveram valorização de 50% nos últimos cinco anos.

Com o mercado de habitação aquecido, investir em imóveis se tornou um negócio lucrativo. Quem comprou uma casa ou apartamento em São Paulo há cinco anos, por exemplo, viu o imóvel se valorizar 50%. No mesmo período, a poupança rendeu 47%.

Um estudo realizado pelo Laboratório de Mercado de Capitais do Ibmec Minas Gerais indica que investimentos em unidades de padrão popular foram os mais rentáveis no ano passado. Quem preferiu comprar imóveis ganhou mais dinheiro do que quem optou por outras aplicações financeiras, como CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dólar, poupança, e até mesmo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo).

Na capital mineira, os imóveis que tiveram maior rentabilidade foram os apartamentos populares de três quartos, com valorização de 296,56% entre 1998 e 2008, período considerado no estudo.

Os profissionais do setor atribuem a rápida valorização dos imóveis à economia estável e à facilidade de acesso ao crédito. Mas é preciso ter cautela para não se deixar seduzir pela ilusão do dinheiro fácil.

A primeira recomendação dos profissionais do setor é ter cuidado com imóveis vendidos na planta. Apesar de serem mais baratos, os descontos ficam por conta do risco que o comprador tem de não receber o imóvel.

Outra dica dos especialistas é pesquisar se o preço é realmente justo e ler com bastante atenção o contrato.

Fonte: R7

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aluguel e ônibus pressionam inflação

IPC da Fipe sobe 0,61% na primeira quadrissemana do mês; chuvas fortes no Sudeste e seca no sul do País podem agravar o quadro de alta de preços

SÃO PAULO - A inflação começou o ano acelerada. Puxado pelo reajuste do aluguel, pela alta do preço das hortaliças e pelo aumento da passagem de ônibus urbano, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe atingiu 0,61% na primeira quadrissemana deste mês. E a perspectiva traçada até agora, sem contar os efeitos das chuvas excessivas no Sudeste e da seca no Sul, é de que a inflação encerre janeiro com alta de 1,15%, mais que o dobro do IPC de dezembro (0,54%).
"Estamos arrancando o ano forte, como no começo de 2010", afirma Antonio Comune, coordenador do IPC da Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo. Em janeiro e fevereiro de 2010, a inflação acumulou quase a metade do centro da meta de 4,5%. Neste ano, ele acredita que o cenário será semelhante. Em fevereiro, já há reajustes certos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de 5,5%, e do metrô, cujo porcentual não foi divulgado, diz ele.
Além desses aumentos previsíveis, o tempo não tem ajudado os índices de custo de vida. "As chuvas que estão atingindo São Paulo são um sinal amarelo, que já está se tornando um sinal cor de abóbora para a inflação", brinca Comune.
Depois dos aluguéis, que subiram 0,57% na primeira quadrissemana deste mês em razão dos reajustes atrelados ao Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que disparou em 2010 e subiu 11,32%, a alface foi o item que mais contribuiu para alta do indicador neste mês. O preço da hortaliça aumentou 25,49%. O grupo alimentação subiu 1,39% em janeiro, depois da alta de 1,38% em dezembro. E os alimentos in natura foram os vilões: aumentaram 4% este mês ante elevação de 1,49% em dezembro.
"Com as chuvas nas regiões produtoras, o preço das hortaliças deve dobrar neste mês em relação às cotações de dezembro", afirma Flávio Godas, economista da Ceagesp. As hortaliças fecharam o ano com queda de 33% nas cotações e só na primeira semana deste mês subiram 10%.

Seca.

Outro risco que ameaça os preços dos alimentos é a forte seca que castiga o Sul do País. "Faz mais de 40 dias que não chove no extremo sul do Rio Grande do Sul", conta Rui Polidoro, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS). Apesar de não ter dados exatos sobre o estrago que a seca provoca na região, ele diz que haverá impactos na produção de leite, carnes e nas lavouras de soja.
Para o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira, ocorre neste ano um grande acúmulo de pressões para elevação dos preços no primeiro trimestre. E a intensidade dos aumentos é muito superior que em igual período de 2010. Isso faz o economista projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 0,75% ao mês em janeiro e fevereiro.
Entre as pressões mais intensas neste início de ano, ele aponta o reajuste dos aluguéis. Em 2010, a situação era oposta à atual: praticamente não houve reajuste do aluguel porque o IGP-M tinha tido deflação no ano anterior (-1,71%). Além disso, Silveira ressalta que a economia começou este ano "cantando pneu". E, no começo de 2010, o ritmo de atividade estava apenas "engatinhando".

Fonte: O Estado de S. Paulo - Márcia De Chiara e Flavio Leonel

sábado, 15 de janeiro de 2011

Índice que reajusta aluguel tem alta de 11,32% no ano

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, desacelerou em dezembro ao subir 0,69%, ante a alta de 1,45% em novembro, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
No ano, a variação foi de 11,32%. Trata-se da maior elevação desde 2004, quando a alta ficou em 12,41%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa foi de 1,84%. O índice relativo aos bens finais retraiu 0,46%, em dezembro. Em novembro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,34%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 5,58% para 0,63%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice bens finais (ex) registrou variação de 0,34%. Em novembro, a taxa foi de 1,89%.

A taxa de variação do grupo bens intermediários passou de 0,76%, em novembro, para 0,83%, em dezembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,18%.

O índice referente a matérias-primas brutas teve sua taxa de variação reduzida de 3,92% para 1,66%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: bovinos (11,42% para -1,62%), soja em grão (9,72% para 2,58%) e milho em grão (9,54% para 4,41%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (-8,13% para -2,24%), aves (0,97% para 8,02%) e mandioca aipim (0,64% para 1,86%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,92%, em dezembro, ante 0,81%, em novembro. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para habitação (0,27% para 0,43%). Nesta classe de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: aluguel residencial (0,49% para 1,03%) e condomínio residencial (0,11% para 1,10%).

Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: saúde e cuidados pessoais (0,19% para 0,48%), educação, leitura e recreação (0,20% para 0,42%), despesas diversas (0,25% para 0,44%) e alimentação (1,91% para 1,96%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,35% para 0,58%), passagem aérea (-0,20% para 15%), cerveja (2,18% para 3,48%) e frutas (2,04% para 3,84%), respectivamente.

Em sentido oposto, apresentou decréscimo em sua taxa de variação o grupo transportes (0,72% para 0,57%) e vesturário (0,96% para 0,87%). Os itens que mais influenciaram a desaceleração destas classes de despesa foram: gasolina (1,59% para 0,61%) e calçados (1,17% para 0,33%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, em dezembro, taxa de 0,59%. Em novembro, a taxa foi de 0,36%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: materiais e equipamentos (0,07% para 0,09%) e mão de obra (0,59% para 1,08%). Já o índice relativo ao grupo de serviços passou de 0,48%, no mês anterior, para 0,25% nesta apuração.

Fonte: Folha de SP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Veja em quais casos o imóvel está isento de IPTU em São Paulo

SÃO PAULO - Todo começo de ano, os paulistanos recebem em casa o boleto para pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). Neste ano, o documento começa a ser enviado pela Prefeitura de São Paulo no próximo dia 14. Alguns cidadãos, porém, têm isenção do imposto e devem ser notificados. Você sabe quem está livre do pagamento?

De acordo com a Lei 11.614/94, aposentados, pensionistas e beneficiários de renda mensal vitalícia têm isenção do imposto. Para poder contar com o direito, por sua vez, deve-se fazer pedido de requerimento anual, em formulário próprio, fornecido gratuitamente na Praça de Atendimento da Subprefeitura mais próxima*.

Além de estar nas condições acima, a pessoa não pode possuir outro imóvel no município, deve residir na construção isenta de IPTU, ter rendimento mensal que não ultrapasse três salários mínimos no exercício que se refere ao pedido e ter imóvel que não faça parte do seu patrimônio.

Caso tenha o pedido atendido e feito o recadastramento, o proprietário isento deve receber o comunicado sobre o benefício a partir desta terça (11).

Por atividade
Outro critério de isenção do IPTU é pela atividade a que se destina o imóvel. Entidades culturais estão neste grupo. A primeira solicitação de isenção deve ser feita na Prefeitura (Rua Pedro Américo, 32, Edifício Andraus - Centro) e as posteriores devem ser renovadas por meio de formulário específico fornecido no mesmo local.

Dentre os requisitos para o não-pagamento, está o fato de o imóvel ser integrante do patrimônio da entidade. Além disso, a entidade não deve distribuir parcelas de rendas a título de lucro, deve aplicar integralmente no país seus recursos na manutenção dos objetivos institucionais e manter escrituração de receitas e despesas em livros.

As sociedades amigas de bairros e agremiações desportivas, desde que o imóvel seja patrimônio da entidade ou usado exclusivamente como sede, também têm isenção, mediante requerimento de formulário na Prefeitura.

Outras isenções
Também estão isentos de IPTU imóveis usados para fins educacionais - cedidos em comodato ao município, Estado ou União -, da associação de ex-combatentes e que servem de moradia de ex-combatente ou viúva de soldados que lutaram na 2ª Guerra Mundial, imóveis destinados aos consulados e aqueles pertencentes ao patrimônio da CDHU.

Todos os imóveis com valor venal até R$ 73.850 também estão isentos, desde que não sejam terrenos. Também têm direito ao benefício os imóveis com valor venal acima de R$ 73.850 até R$ 97.857, usados apenas como residência e de padrão A, B ou C, dos tipos 1 e 2 – que, por sua vez, podem ser consultados em tabela anexa à lei 10.235/1986, disponível no site da prefeitura **. Neste casos, a não-cobrança é automática, calculada e concedida no lançamento para apenas um imóvel por proprietário.

Já nas residências acima de R$ 97.857 e abaixo de R$ 1195.175, haverá desconto de R$ 39.035 no valor venal, usado para o cálculo do IPTU, concedido automaticamente pela Prefeitura.

Fonte: InfoMoney

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

'Minha Casa, Minha Vida' usa apenas 22% de verba do Orçamento

Uma das principais vitrines da campanha da presidente Dilma Rousseff, o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" desembolsou no ano passado pouco mais de um quinto do total disponível no Orçamento.

Os dados, fechados ontem no sistema de acompanhamento dos gastos do governo, ajudam a dimensionar o atraso no cronograma oficial --no mês passado, o governo anunciou ter fechado 1 milhão de contratos de financiamento imobiliário, mas sem detalhes quanto ao andamento das obras.

Quando lançou o programa, durante a crise econômica de 2009, foi prometida a construção desse número de moradias, sem prazo definido. Segundo balanço obtido pela Folha, atualizado até 27 de dezembro, apenas 230 mil casas e apartamentos foram efetivamente entregues.
O desempenho do "Minha Casa" comprometeu os resultados totais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que reúne os investimentos considerados prioritários pelo governo.

Destinada a financiar a construção e a aquisição de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 mensais, a iniciativa foi contemplada com R$ 7,3 bilhões na lei orçamentária de 2010. Desse total, apenas R$ 1,6 bilhão (22%) foi gasto de fato.
O restante do PAC, composto majoritariamente por obras públicas em rodovias, ferrovias, portos, saneamento e urbanismo, teve taxa de execução de 82%. Com o "Minha Casa", a execução total caiu para menos de 70%.

Procurada pela Folha, a Caixa, principal agente do programa, afirmou que considera as metas cumpridas em razão das unidades contratadas, independentemente da execução orçamentária.
Embora tenha papel decisivo no programa, o dinheiro do Orçamento --ou seja, da arrecadação de impostos-- não é utilizado diretamente nos financiamentos para aquisição de moradias.

A maior parte dos recursos é repassada para bancos ou fundos públicos, para permitir a concessão de financiamentos com juros abaixo dos do mercado. Em outras palavras, são subsídios liberados em benefício dos tomadores de empréstimos, à medida que os contratos avançam.

A Caixa disse não ter dados disponíveis para avaliar a relação entre a baixa execução orçamentária e o estágio dos contratos.

O balanço obtido pela reportagem aponta que, até o dia 27, a contratação somava pouco menos de 940 mil moradias. As mais de 60 mil restantes, portanto, deveriam ser contratadas nos últimos quatro dias do ano.

Fonte: FOLHA DE SP - Gustavo Patu e Sheila D'amorim , de Brasília

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Imóveis residenciais próximos a centros comerciais, universidades e estações de metrô são mais rentáveis

Os empreendimentos residenciais mais procurados por investidores são aqueles que oferecem dois e três dormitórios e possuem área útil entre 50 m2 e 80 m2.
Como os preços dessas unidades são menores, a velocidade com que são alugadas aumenta. Também atendem a diversos públicos, desde estudantes até famílias.
A escolha do bairro onde comprar costuma ser conservadora como o investimento. A ideia é procurar regiões consolidadas, próximas a estações de metrô, universidade e escritórios.
Para definir onde dá para aliar aluguel rentável a regiões com alta ocupação, a Folha consultou especialistas, que apontaram os distritos de Bela Vista, Consolação, Liberdade (centro), Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Perdizes, Pinheiros (zona oeste), Campo Belo, Moema e Vila Mariana (zona sul).
"Vale a pena investir porque são locais onde a locação é garantida", diz Fernando Sita, diretor de usados da Coelho da Fonseca.
O benefício tem seu preço. "Nessas regiões o metro quadrado é mais caro. Para quem não tem tanto capital, vale optar por bairros que estão se reestruturando ou próximos a shoppings e futuras estações de metrô", completa Rubens Júnior, diretor da regional São Paulo da Rossi.

APOSTA
Quem não tem pressa para começar a receber os dividendos do aluguel pode apostar na compra dos imóveis na planta em regiões que devem se valorizar.
"A perspectiva de valorização dos imóveis nas imediações de futuras estações de metrô é de 10% a 20%. Quando a obra é entregue, a valorização aumenta", afirma Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis.
Para Rubens Júnior, a valorização vai se concentrar especialmente nas regiões sul e oeste, onde há mais melhorias na infraestrutura.
Fernando Sita ressalta que investir em regiões que antes eram puramente comerciais, como as proximidades das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, é uma boa opção. "As pessoas querem, cada vez mais, morar perto do trabalho", afirma. Para isso, é sempre bom conhecer corretores, que podem passar os lançamentos em primeira mão.
"Antes do lançamento, procuramos potenciais investidores", conta Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara.

Fonte: SCIESP

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cartão da Caixa que substitui fiador terá anuidade de R$ 96

O Cartão Aluguel da Caixa Econômica Federal, lançado como opção de garantia na locação residencial, terá uma taxa de anuidade de R$ 96 e outra de manutenção de 6,67% ao mês. Ao final de um ano, esse encargo vai ser equivalente a 80% do valor de um aluguel mensal.

O produto será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa e o cliente terá dois limites, sendo um exclusivamente para o aluguel e outro para o pagamento de compras em estabelecimentos comerciais. Ou seja, o cartão elimina a necessidade de fiador, depósito caução ou seguro-fiança mesmo que a parte referente à locação não seja ativada.

Se for, a taxa de manutenção será cobrada, em um contrato que pode variar de dois a 12 meses já acordado com a imobiliária. Isso quer dizer que, mesmo que o locatário só precise cobrir as despesas com aluguel por um mês, ainda assim terá que arcar com os encargos pelo intervalo estipulado anteriormente.

A fatura do cartão passa então a ter o valor do aluguel. Se ficar inadimplente, o cliente terá que pagar ainda juros, que não foram informados pelo banco. Na média, a linha de cartão de crédito tem uma taxa de 10,7% ao mês, segundo a última pesquisa da Anefac referente a novembro.

O vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, não quis detalhar quais seriam os critérios de análise de crédito, adiantando apenas que a renda mínima exigida no projeto piloto --em quatro imobiliárias de São Paulo e de Goiás -- é de R$ 1.000. O produto deve chegar a todo o Brasil em fevereiro e pode haver ajustes nas regras de acordo com a região.

Fonte: TudoAgora.com.br