As novas tecnologias e as redes sociais são a mais recente aposta da incorporadora Cyrela para conquistar clientes, diante do crescimento do mercado imobiliário no País. 

Recentemente, a empresa finalizou sua primeira venda por SMS: um cliente enviou uma mensagem de texto pelo celular para o código encontrado no anúncio de uma unidade comercial do bairro da Mooca, em São Paulo.
Contraditoriamente, essas são ferramentas que pouco interessam ao diretor-geral da empresa, Ubirajara Spessotto, que diz não ter tempo para acessar a internet e considera as redes sociais um "atraso de vida".
OESP - O Sr. acompanhou de perto a evolução do mercado imobiliário no Brasil nos últimos anos. Corremos algum risco de saturação?
Spessotto -Trabalho na Cyrela há seis anos e no setor há 30. Nesse período, o mercado cresceu muito. Mas não vejo risco de saturação. O que existe é uma sub-oferta. Existem 5,2 milhões de lares na Grande São Paulo, mas estima-se que 20% sejam sub-habitações. Se o mercado crescer 2% ao ano, o que considero pouco diante do que temos visto, ainda assim serão 80 mil unidades novas no mercado. Para se ter uma ideia, o recorde de lançamentos na cidade de São Paulo foi o de 2008, de 63 mil unidades. Além disso, enquanto nos países do G7 as pessoas mudam de casa em torno de dez vezes na vida, no Brasil a média é de 1,7. Esse movimento só agora começa a mudar no País. O mercado, portanto, ainda tem muito a crescer. E, com os juros mais baixos, os financiamentos de longos prazos fartos e os mercados preparados para ofertar unidades acreditam que ainda vai haver um crescimento gigantesco.
OESP - Mas existe sub-oferta mesmo em cidades como São Paulo?
Spessotto -O estoque de imóveis hoje é baixíssimo na Grande São Paulo. A quantidade de imóveis lançados e ainda não vendidos é de 25 mil unidades, o que, para mim, é nada, é traço. Nos próximos cinco anos ainda vai haver uma demanda por imóvel na Grande São Paulo fortíssima.
OESP - A Cyrela finalizou recentemente a primeira venda por SMS. A empresa vai apostar cada vez mais em ferramentas como essas e em redes sociais?
Spessotto - A Cyrela começou um trabalho no universo pontocom em 2005. Naquela época, menos de 3% das vendas começavam e terminavam na internet. Hoje, já são de 15 a 20%. Acreditamos, sim, que essa é uma forma crescente de se fazer negócio imobiliário no Brasil, principalmente em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
OESP - E o sr.? Também é um adepto dessas tecnologias?
Spessotto - Não sou internauta. Não compro nada pela internet. Aliás, se a economia dependesse de mim como consumidor, o mundo quebraria. As redes sociais, para mim, são um atraso de vida. Prefiro ler um livro ligado a negócios.
Fonte: O Estado de São Paulo - Aiana Freitas
Fonte: O Estado de São Paulo - Aiana Freitas

Nenhum comentário:
Postar um comentário