sexta-feira, 30 de julho de 2010

Confira os cuidados com o home office nos prédios residenciais

SÃO PAULO – Autônomos ou não, os profissionais têm intensificado o trabalho em suas próprias residências, aderindo à tendência do home office. Tudo ficou mais fácil com a disseminação dos recursos tecnológicos, como telefone celular, internet banda larga e webcam e, dessa forma, realizar tarefas de casa tornou-se até mesmo mais “aconchegante”.
No entanto, ao levar a situação para os condomínios de apartamentos, existe um desafio que deixa muitos síndicos cheios de dúvidas: normatizar a atividade comercial no interior do prédio.Deixe o homem trabalhar!
Especializada em administração de condomínios, a empresa Lello mantém um trabalho de orientação aos síndicos, cujo objetivo é a necessidade de informar os moradores que trabalham em seus apartamentos, de modo a não causar nenhum desconforto aos demais condôminos.“Em tempos de home office, é importante que os condomínios tenham claro a necessidade de normatizar atividades comerciais, para não comprometer a comodidade e qualidade de vida dos demais moradores”, afirma a gerente da Lello Condomínios, Angélica Arbex.
A trabalho ou não, ninguém gosta de barulho ou entra-e-sai de pessoas no prédio até altas horas da noite.
Angélica alerta para a proibição de realizar qualquer atividade comercial que gere excesso de barulho ou presença de prestadores de serviço em horários fora do permitido pelos condomínios.
Outra questão levantada pela gerente diz respeito à publicidade do endereço do condomínio como ponto comercial, proibida em qualquer hipótese.
Regras
De acordo com a Lello, os moradores devem ficar atentos ao que diz o regimento interno do condomínio em relação às atividades comerciais.
No mais, trabalhar usando computador e telefone, em atividades que não exijam relacionamento direto com outras pessoas, como traduções, revisões de texto e montagem de planilhas, é permitido.
Por sua vez, os profissionais não podem utilizar áreas comuns, como hall de entrada ou salão de festas, para reuniões de trabalho ou eventos. Tudo precisa ser esclarecido com os moradores do condomínio com antecedência.
Ainda assim, promover atividades que gerem consumo de gás ou de água, em casos de cobrança coletiva desses itens, também não é permitido.“Esse tipo de cobrança é dimensionada para ser doméstica. Se um morador realiza uma atividade comercial em seu benefício, não pode onerar os demais condôminos com despesas extras”, diz Angélica.
Fonte: Equipe InfoMoney

quarta-feira, 28 de julho de 2010

‘Minha Casa, Minha Vida’ ganha R$ 20 mil a mais

Teto do programa para renda de até três mínimos sobe para R$ 72 mil

Uma boa notícia para quem está prestes a comprar uma casa própria: a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) assinou em julho um acordo com a Caixa Econômica Federal que amplia em até R$ 20 mil o valor por unidade do Programa “Minha Casa, Minha Vida-Entidades”. Com isso, o limite final do imóvel financiado para famílias com até três salários-mínimos passa dos atuais R$ 52 mil para até R$ 72 mil.
Para tornar viável a mudança, o estado estima um gasto de R$ 75,6 milhões nos próximos anos. Com esse valor, deverão ser ajudadas 3.782 famílias. Os primeiros R$ 7 milhões serão disponibilizados já no segundo semestre de 2010.

De acordo com o secretário de estado da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, a alteração foi necessária principalmente por causa das áreas metropolitanas, onde os valores altos dos terrenos inviabilizavam o projeto do “Minha Casa, Minha Vida”, nos moldes passados.
“Com R$ 52 mil é difícil construir em um terreno bem localizado. Por isso, o estado vai arcar com até R$ 20 mil”, explica o secretário.
Krähenbühl informa que, por conta do acordo, os pré-requisitos para a liberação do dinheiro foram ampliados. “Os projetos terão que ser feitos com acessibilidade para os deficientes físicos e com o padrão de construção que a CDHU faz.
Significa revestimento de pisos e azulejos, aquecedores solares, pé direito mais alto, metade com dois e metade com três dormitórios para atender as questões de famílias maiores e atender outras políticas de saúde e educação.”
A alteração de limite no valor do imóvel só será válida para as pessoas cadastradas em entidades de moradia. O secretário informou que atualmente o déficit é de 1,1 milhão de moradias novas no estado de São Paulo.
Para José de Abraão, coordenador da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e interior, que congrega quase 400 entidades, a notícia é bem-vinda. Porém, segundo ele, ainda é preciso que os projetos de construção sejam agilizados.
“Muitas vezes, apresentamos os projetos prontos para a construção de moradia, mas eles ficam parados por meses esperando pela análise para aprovação do crédito. Nisso o dono do terreno vai lá e vende para uma construtora”, disse.
Fonte: Rodrigo Ferreira - rodrigof@diariosp.com.br

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fundo é melhor opção para quem não tem tempo de acompanhar o mercado

A manutenção de imóvel tendo como objetivo único a expectativa de ganhar dinheiro com ele, ou seja, obter retorno com alugueis e ganhos de capital, contando com sua valorização, deve levar em conta outros fatores. Primeiro, devem ser computados os gastos de manutenção que correm por conta do proprietário; segundo, sua depreciação; terceiro, gastos com reforma quando da saída do inquilino; e, por fim, perdas advindas de períodos sem locação, perdas por não pagamento de alugueis e perdas de valor por causa de certas características, como apartamentos com uma única garagem.
Em algumas situações, o ganho advindo da valorização é tão grande que compensa as perdas, mas nem sempre isso ocorre. Deve ser lembrado, também, que imóveis têm baixo risco de crédito e de mercado, mas alto risco de liquidez, ou seja, é difícil vender quando necessário e a preço justo.
O ganho bruto de aluguel corresponde a uma taxa de 0,8% ao mês. Subtraindo Imposto de Renda, resulta em algo como 0,6% ao mês, dentro da média obtida em aluguéis semelhantes.
Os imóveis atualmente estão bastante valorizados, mas ainda há espaço para evolução de preços. Obviamente, devemos verificar com cuidado a localização, o tipo do imóvel e suas condições gerais. Mas, dada a indicação feita na pergunta, a alternativa de venda do imóvel e aplicação no mercado parece interessante.
Quanto a investimentos em títulos do Tesouro Nacional ou fundos, depende do objetivo traçado pelo investidor.
Há fundos com os mais diversos graus de risco, que oferecem retornos esperados para os mais diferentes investidores.
Pelo lado do Tesouro Direto, entre outros, são oferecidas as NTN-Bs (notas do Tesouro Nacional cédula B), títulos de renda fixam sem risco por serem de emissão do Tesouro Nacional, que remuneram o investidor com taxas, hoje, entre 6,35% e 6,78% ao ano, algumas pagando cupom (juros) semestral, outras não, e com prazos de vencimento que vão de 2012 a 2045.
Para quem quer iniciar aplicação em bolsa de valores, qual o melhor caminho?
Fundos de ações ou o próprio investidor montar uma carteira? Há como adquirir ações sem pagar taxa de custódia mensal?
Para exemplificar a situação proposta, peço que o leitor reflita sobre a seguinte questão: por que alguém contrata uma cozinheira para sua casa? Ora, a resposta é simples. Porque não sabe cozinhar e/ou não tem tempo para isso.
Da mesma maneira, devemos nos perguntar sobre criar a própria carteira ou aplicar num fundo de ações. Se você não tem tempo e/ou conhecimento de mercado financeiro e de ações, em particular, a melhor opção é iniciar o contato com bolsa de valores por meio de um fundo de investimento.
Os fundos são condomínios de investidores que têm o objetivo comum em termos de investimentos.
O ingresso em fundos traz algumas vantagens, particularmente para o pequeno investidor. Entre elas: a gestão da carteira fica nas mãos de profissionais que acompanham todas as tendências e identificam oportunidades. Justamente pelas facilidades trazidas, há custos que devem ser arcados pelos investidores, como a taxa de administração que corresponde à remuneração do administrador pelos serviços prestados.
Além disso, pode haver taxa de carregamento referente aos custos administrativos, como taxas de bolsa, serviços burocráticos, custódia (que sempre ocorre).
Ainda pode existir taxa de performance, que é cobrada por alguns fundos quando a rentabilidade supera determinado nível previamente estabelecido.
A dica é o leitor procurar fundos ? dentro do grau de risco desejado ? com taxa de administração baixa.
Usualmente, quanto maior o valor a ser aplicado, menor a taxa cobrada.
A partir desse início, comece a buscar conhecimento sobre o mercado de ações.
Para receber um rendimento mensal, descontada a inflação e o IR, quanto deveria ter aplicado para receber R$ 10 mil ou R$ 15 mil por mês, até morrer?
Devo viver mais uns 10 anos. Considerando uma taxa líquida baixa, de 0,3% ao mês, o principal necessário é de R$ 5 milhões. Para retirada de R$ 10 mil, o principal será de R$ 3,3 milhões. Simulando alternativas, caso a taxa líquida obtida seja de 0,5% ao mês, com retiradas de R$ 15 mil, o principal necessário será de R$ 3 milhões. Ainda com taxa de 0,5% ao mês, com retiradas de R$ 10 mil, o valor será de R$ 2 milhões.
Fonte: O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 23 de julho de 2010

'Mercado imobiliário ainda tem muito a crescer'

As novas tecnologias e as redes sociais são a mais recente aposta da incorporadora Cyrela para conquistar clientes, diante do crescimento do mercado imobiliário no País.
Recentemente, a empresa finalizou sua primeira venda por SMS: um cliente enviou uma mensagem de texto pelo celular para o código encontrado no anúncio de uma unidade comercial do bairro da Mooca, em São Paulo.
Contraditoriamente, essas são ferramentas que pouco interessam ao diretor-geral da empresa, Ubirajara Spessotto, que diz não ter tempo para acessar a internet e considera as redes sociais um "atraso de vida".
OESP - O Sr. acompanhou de perto a evolução do mercado imobiliário no Brasil nos últimos anos. Corremos algum risco de saturação?
Spessotto -Trabalho na Cyrela há seis anos e no setor há 30. Nesse período, o mercado cresceu muito. Mas não vejo risco de saturação. O que existe é uma sub-oferta. Existem 5,2 milhões de lares na Grande São Paulo, mas estima-se que 20% sejam sub-habitações. Se o mercado crescer 2% ao ano, o que considero pouco diante do que temos visto, ainda assim serão 80 mil unidades novas no mercado. Para se ter uma ideia, o recorde de lançamentos na cidade de São Paulo foi o de 2008, de 63 mil unidades. Além disso, enquanto nos países do G7 as pessoas mudam de casa em torno de dez vezes na vida, no Brasil a média é de 1,7. Esse movimento só agora começa a mudar no País. O mercado, portanto, ainda tem muito a crescer. E, com os juros mais baixos, os financiamentos de longos prazos fartos e os mercados preparados para ofertar unidades acreditam que ainda vai haver um crescimento gigantesco.
OESP - Mas existe sub-oferta mesmo em cidades como São Paulo?
Spessotto -O estoque de imóveis hoje é baixíssimo na Grande São Paulo. A quantidade de imóveis lançados e ainda não vendidos é de 25 mil unidades, o que, para mim, é nada, é traço. Nos próximos cinco anos ainda vai haver uma demanda por imóvel na Grande São Paulo fortíssima.
OESP - A Cyrela finalizou recentemente a primeira venda por SMS. A empresa vai apostar cada vez mais em ferramentas como essas e em redes sociais?
Spessotto - A Cyrela começou um trabalho no universo pontocom em 2005. Naquela época, menos de 3% das vendas começavam e terminavam na internet. Hoje, já são de 15 a 20%. Acreditamos, sim, que essa é uma forma crescente de se fazer negócio imobiliário no Brasil, principalmente em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
OESP - E o sr.? Também é um adepto dessas tecnologias?
Spessotto - Não sou internauta. Não compro nada pela internet. Aliás, se a economia dependesse de mim como consumidor, o mundo quebraria. As redes sociais, para mim, são um atraso de vida. Prefiro ler um livro ligado a negócios.

Fonte: O Estado de São Paulo - Aiana Freitas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Imóveis: saiba a diferença entre os dois principais tipos de financiamento

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo em que representa o sonho da casa própria, a decisão de iniciar um dinanciamento imobiliário envolve uma série de aspectos a serem analisados. Um deles é a modalidade escolhida, algo que pode fazer grande diferença no seu orçamento pelos próximos anos.
No País, há basicamente dois tipos de financiamento hoje praticadas para financiar um imóvel: SAC e Price.
Embora essa última provenha do estatístico francês Richard Price, o nome é utilizado apenas no Brasil – sendo conhecido nos demais países por algo equivalente a sistema de parcelas constantes.
O professor de matemática financeira e vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, José Dutra Sobrinho, explica que a primeira coisa a se ter em mente é que os sistemas representam um plano para se liquidar uma dívida e a principal diferença entre eles é que, em um, as prestações são sempre iguais e, no outro, embora o valor das parcelas mensais seja diferente, a quitação do valor principal do empréstimo é sempre a mesma, variando apenas a quantidade de juros que se paga.
Dutra mostra a diferença entre o financiamento Price e SAC por meio de um exemplo simples.
Vamos considerar um empréstimo de R$ 100 mil, pagos em 100 prestações mensais, com taxa de 1% ao mês.
Price
Como a tabela Price significa prestações iguais, o cálculo feito com a ajuda de uma calculadora financeira levaria à mensalidade de R$ 1.586,57 (desconsiderando correção monetária* e os seguros a serem embutidos no financiamento).
Ao final de 100 meses, o montante pago seria de R$ 158.570 (os juros somariam R$ 58.570 nesse caso).
SAC
No Sistema de Amortização Constante, as parcelas variam de valor, sendo mais caras no início e mais baratas no final. “Amortização vem de 'morte', ou seja, é a morte da dívida. Você quita todos os meses a mesma quantidade do saldo do seu empréstimo. O que varia é a quantidade de juros que você paga em cada momento”, explica Dutra.
Fazendo uma simulação com os mesmos dados do exemplo acima, todos os meses seriam pagos R$ 1.000 do empréstimo de R$ 100 mil.
Portanto, no primeiro mês, deve-se pagar R$ 1.000 mais os juros sobre o total do crédito (R$ 100 mil), que dariam R$ 1.000. Logo, a primeira prestação custaria R$ 2.000.
Porém, no segundo mês, o saldo do empréstimo não é mais de R$ 100 mil, mas de R$ 99 mil, pois R$ 1.000 foram amortizados na primeira prestação.
Sendo assim, os juros serão calculados sobre R$ 99 mil, ficando R$ 990.
Conclusão: a segunda parcela equivale a R$ 1.000 (de amortização) + R$ 990 (juros dos R$ 99 mil) = R$ 1.990.DiferençaPercebeu como a parcela diminuiu de um mês para outro? No sistema Price, embora a parcela, logo de início, seja menor que os R$ 2.000 da SAC, ela continua igual, do início ao fim do contrato.
Vamos calcular a terceira prestação deste mesmo financiamento, feito pelo SAC: R$ 1.000 (de amortização) + R$ 980 (juros sobre os R$ 98 mil do saldo devedor) = R$ 1.980.
Dutra calculou que a última parcela desse financiamento, a de número 100, teria um valor de R$ 1.010 (R$ 1.000 de amortização + juros sobre o R$ 1.000 de saldo devedor, que equivale a R$ 10).“Para calcular o montante pago nesse financiamento feito pelo SAC basta fazer uma conta simples: pega a primeira prestação (R$ 2.000) soma com a última (R$ 1.010), divide por 2 e multiplica por 100. Resultado: R$ 150.500,00”, aponta o professor.
O que explica a diferença do montante final do SAC e da Price é que, na Price, como você paga sempre o mesmo valor, no início do financiamento, sua parcela é composta mais por juros do que por amortização. Logo, na segunda prestação, os juros não se reduzem tão rapidamente como acontece na SAC.
Por isso, mês a mês, o saldo final é amortizado de maneira mais lenta e, por isso, os juros são calculados sobre um saldo devedor maior, o que causa juros maiores.
Mais simples segundo Dutra, embora o montante pago ao final do financiamento pelo SAC seja menor que pela Price, cerca de 90% de todos os parcelamentos realizados no mundo seguem sistema de parcelas iguais (conhecido no Brasil como Price). “Ele é mais simples. Vai explicar para um consumidor comprando uma geladeira que, se em vez de pagar prestações iguais de R$ 90, ele pode começar pagando R$ 110. Ele não vai entender nem aceitar, porque quer saber exatamente quanto vai pagar e seguirá para outra loja”, comentou.
Para ele, há uma tendência de aumentar a participação do SAC entre os financiamentos imobiliários, porque este sistema dá mais segurança à instituição financeira. “Como o valor das parcelas fica menor com o passar do tempo, a chance de inadimplência é reduzida, o que é visto de forma positiva pelo banco”, declarou Dutra.Do ponto de vista econômico-financeiro, os dois tipos de financiamento são equivalentes, explica o professor, afinal, o custo do dinheiro ao longo do tempo é o mesmo, no exemplo de juros iguais. Porém, a recomendação do professor é, quem pode, deve optar pelo SAC.
Depende da renda“O problema é que, como a prestação inicial é menor no Price, muita gente opta por ele por não ter renda suficiente para contratar o SAC, já que ele não pode comprometer mais de 30% de seu orçamento com a parcela”, explicou Dutra.“Porém, se a pessoa tem uma renda razoável, é melhor escolher o SAC. Ele vai pagar um pouco mais no início, mas o saldo devedor vai diminuir mais rapidamente. Se, daqui alguns anos, surgir um dinheiro extra, dá para fazer uma amortização extraordinária e reduzir o número de parcelas ou o valor das prestações. Além disso, no final do financiamento, o orçamento dele terá um alívio maior, porque as parcelas serão mais baixas e terão participação bem menor na renda mensal”, finalizou o professor.

* Nas instituições financeiras, a TR (Taxa Referencial) é o indexador mais comumente usado para reajustar os contratos dos financiamentos imobiliários. É o mesmo índice que ajusta a poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), responsáveis por boa parte dos recursos usados no setor imobiliário.

Fonte: InfoMoney - Evelin Ribeiro

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Imóveis: demanda reprimida faz construtoras mirarem lançamentos na classe C

SÃO PAULO – A combinação de grande demanda reprimida com alta velocidade de vendas já faz com que muitas construtoras mirem seus lançamentos imobiliários na classe C.
De acordo com o sócio-diretor da Toledo & Associados, Renato Barbosa, atualmente, as três maiores construtoras do País já concentram metade dos seus lançamentos neste público.
Perfil
Ainda segundo dados apurados pela Toledo & Associados, o programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida é um dos fatores que fez com que aumentasse a procura da classe C por imóveis.Em São Paulo, as propriedades de até R$ 130 mil são as mais procuradas, sendo que, para 80% dos compradores, esta é a chance de realizar o sonho da casa própria, ou seja, é a compra do primeiro imóvel.Além disso, na hora de adquirir a casa própria, tais consumidores – caracterizados por serem chefes de família (15%) e por possuírem automóvel popular (60%) - dão muita importância à forma de pagamento e ao valor do condomínio.
Fonte: InfoMoney - Gladys Ferraz Magalhães

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Financiamento imobiliário pela Caixa levará apenas 72 horas a partir de 2011

SÃO PAULO – A contratação de um financiamento imobiliário poderá ser realizada em apenas 72 horas. Segundo a Caixa Econômica Federal, um novo processo deve ser implementado e o novo prazo deve estar em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2011.
Atualmente, as operações de crédito imobiliário levam em média 9 dias. Este prazo varia, dependendo da capacidade operacional das agências.
“A redução do prazo de tramitação dos pedidos de financiamentos habitacionais depende fundamentalmente de dois aspectos: inovações no processo, ampliando a automação/informatização e ampliação dos canais de atendimento”, afirmou a CEF.
Ainda segundo a instituição, já existe um projeto piloto do modelo operacional de correspondente imobiliário que a CEF pretende implantar. “Acreditamos que, quando estiver totalmente implementado este novo modelo, será possível concluir uma operação de crédito imobiliário em até 72 horas”.

O vice-presidente de governo do banco, Jorge Hereda, prevê o financiamento imobiliário por meio da CEF feche 2010 em R$ 60 bilhões. A declaração foi feita após o fechamento da sexta edição do Feirão da Casa Própria, que movimentou R$ 8,4 bilhões.
Fonte: InfoMoney - Evelin Ribeiro

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sudeste ainda é a região mais cara para construir: R$ 787,56 por metro quadrado

SÃO PAULO - Moradores da região Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês passado. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 787,56, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 742,44 no quinto mês do ano.
Em seguida estão as regiões Norte, com valor de R$ 743,87; Sul, com metro quadrado a R$ 717,59; e Centro-Oeste, com R$ 716,63.
Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 696,77.
Altas
A região Sudeste, além de apresentar o maior custo, ainda registrou a maior alta em relação a abril. No mês passado, os moradores da região gastaram com a construção 2,34% a mais do que no mês anterior.
Os moradores da região Centro-Oeste também sentiram a alta dos custos que, em maio, variaram 2,26%.
Já os residentes da região Norte obtiveram a menor taxa mensal (0,40%). O Nordeste (0,86%) e o Sul (1,12%) vieram em seguida.
A média nacional foi de 1,61%.
Por estadoAo analisar os dados por estado, Goiás registrou a maior variação mensal, de 4,44%, devido aos reajustes salariais.
Na outra ponta, as menores elevações ficaram com Maranhão, onde os custos registraram alta de 0,04%, e Roraima, com alta de 0,07%.No acumulado do ano, Roraima (0,51%), Pernambuco (0,59%), Paraná (0,61%) e Mato Grosso (0,91%) apresentaram os menores índices.
Índice
O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço dos materiais, que ficaram 0,41% mais caros em maio, e da mão-de-obra que, por sua vez, apresentou variação de 3,22% no período analisado.

Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Imóveis de até R$ 250 mil representaram 60% dos lançamentos da Grande SP

SÃO PAULO – Os imóveis residenciais de até R$ 250 mil representaram 60% dos lançamentos da região metropolitana de São Paulo no ano passado.
O número, segundo levantamento da Inteligência de Mercado Lopes, é dez pontos percentuais maior ao verificado em 2008, quando 50% dos lançamentos se encontravam nesta faixa de preço. Assim, conforme conclusões do estudo, a variação indica expansão do mercado de baixa de renda.
Perfil do comprador: Ainda de acordo com a pesquisa, a renda familiar das pessoas que buscam imóveis entre R$ 75 mil e R$ 250 mil varia entre R$ 3.240 e R$ 5.930, sendo que, em geral, estes compradores são solteiros, não possuem filhos e têm idade média de 30 anos; ou são jovens casais sem filhos (36%).
Dentre as propriedades mais desejadas estão os imóveis de dois dormitórios, sem suíte e uma vaga na garagem, procurados, especialmente, por aqueles que desejam gastar até R$ 179 mil na casa ou apartamento.
Já os mais desejados para os que gastariam de R$ 180 a R$ 250 mil são os imóveis de dois ou três dormitórios, com suíte e uma ou duas vagas de garagem. Quanto a localização, as zonas Sul e Leste de São Paulo são as mais procuradas por este público, 33% cada.
Por bairro, a configuração é a seguinte:
Sul: Vila Mariana, Ipiranga, Saúde, Morumbi, Interlagos e Santo Amaro;
Leste: Mooca, Tatuapé, Vila Prudente, Belém, Vila Carrão e Penha;
Oeste: Butantã, Lapa, Perdizes, Pinheiros, Vila leopoldina, Barra Funda e Vila Sônia;
Norte: Santana, Tremembé, Vila Maria, Freguesia do Ó, Vila Guilherme e Pirituba;
Centro: Brás, Centro, Bela Vista e Higienópolis
Fonte: InfoMoney - Gladys Ferraz Magalhães

terça-feira, 6 de julho de 2010

USP monta centro para receber lixo eletrônico da comunidade

Inicialmente, centro vai priorizar tratamento do lixo eletrônico da própria Universidade

A Universidade de São Paulo abriu um centro de descarte e reutilização de resíduos de informática. Pioneiro entre órgão público e instituição de ensino superior, o centro quer descartar adequadamente ou reciclar lixo eletrônico, como equipamentos obsoletos de informática e de telecomunicações. Nos primeiros meses, o centro vai priorizar o tratamento do lixo eletrônico da própria USP. Depois, pode estender o serviço à comunidade.

Fonte:SECOVI

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Especialista explica como usar o FGTS no financiamento imobiliário

SÃO PAULO – FGTS é uma sigla que muitos se lembram apenas quando se desligam da empresa onde trabalham. Ou quando resolvem adquirir a casa própria.
Mas será que todos conhecem as regras para usar esse dinheiro no financiamento imobiliário?Criado na década de 1960, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço equivale a 8% do salário do trabalhador. A taxa não é descontada do pagamento, apenas depositada pelo empregador. Rendendo juros de 3% ao ano mais atualização monetária mensal, o FGTS é praticamente uma poupança compulsória, que acaba sendo útil no momento da compra do imóvel.
Os recursos do FGTS não podem ser utilizados no financiamento imobiliário se o proponente for dono de um imóvel já financiado pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em qualquer lugar do Brasil. Também está impedido de usar o fundo o proprietário de imóvel em construção ou concluído no município de residência ou de trabalho, ou nas cidades vizinhas, quando não financiado pelo SFH.
O diretor da ABMH (Associação Brasileira de Mutuários da Habitação), Lúcio de Queiroz Delfino, explica que há três possibilidades de uso do fundo para a compra da casa própria. A primeira delas é na compra integral ou no valor de entrada do imóvel, bem como ajuda no pagamento do lance, em caso de consórcio imobiliário. Lembrando que o valor do imóvel não pode ultrapassar R$ 500 mil.

Amortização
“Depois que o imóvel foi financiado, ele pode usar o FGTS para quitar a dívida ou amortizar as prestações. No primeiro caso, ele liquida todo o saldo devedor do financiamento. No segundo, ele pode optar por usar o FGTS como auxílio na quitação de algumas prestações ou para fazer a chamada amortização extraordinária”, afirma Delfino.
O especialista alerta que, para quitar as parcelas, há duas exigências. Uma delas é o limite de 80% do valor da parcela com o FGTS – o restante precisa sair do bolso do mutuário. A outra exigência é que o número de parcelas beneficiadas pelo FGTS seja mais de 12. “Não dá para solicitar o FGTS para pagar a prestação do mês que vem apenas. Precisa ser por pelo menos 12 prestações”.
No caso de amortização do saldo devedor, o cliente também terá duas alternativas: ou reduzir o valor das parcelas mensais ou diminuir o número de parcelas e, assim, o tempo restante de financiamento.
“Nossa recomendação é, desde que não esteja com nenhum problema financeiro no momento, sempre dê preferência para reduzir o número de parcelas. Assim, ele paga boa parte dos juros”, aconselhou Delfino.
Construção e outras regras
Mas o FGTS não financia apenas o imóvel pronto. Se o seu sonho é construir sua casa do jeito que quer, o fundo pode ser usado na construção, desde que ela seja feita em regime de cooperativa ou consórcio ou então haja financiamento específico com algum agente financeiro ou com o construtor que apresente o cronograma da obra.
Em geral, o imóvel que será financiado com ajuda do FGTS deve estar no município ou vizinhanças onde o requerente exerça a ocupação principal ou já resida há mais de um ano. Ele precisará comprovar o trabalho ou residência por meio de pelo menos dois documentos diferentes (por exemplo, a conta de água e de telefone).
A cada dois anos
Uma vez feito o financiamento imobiliário, é recomendável sacar periodicamente o saldo do FGTS para amortizar parte da dívida aos poucos. Pelas regras, só é permitido o saque a cada dois anos – contados a partir do último uso. Se o FGTS foi usado para ajudar no pagamento de 12 parcelas, por exemplo, os dois anos começam a partir do último mês em que os recursos foram usados.
O presidente da ABMH lembra ainda uma terceira opção de uso do FGTS. Embora não esteja previsto nas regras do fundo, se o mutuário tem parcelas em atraso, os recursos aplicados no FGTS podem ajudá-lo a colocar a dívida em dia.
“Nesse caso, ele precisará recorrer à Justiça para conseguir a permissão de uso do FGTS para pagar prestações atrasadas, pela agência ele não vai conseguir. Porém, em praticamente 100% dos casos, os mutuários conseguem judicialmente a autorização”, destaca. Sempre que puder Delfino salienta que a dica mais importante dada pelas associações de mutuários é que se utilize o FGTS o máximo de vezes que puder. “Aplicado, o FGTS rende apenas 3% ao ano mais TR. Já a taxa de juros do financiamento imobiliário dele, na melhor das hipóteses, é de 6% ao ano mais TR, podendo chegar a 12% a.a. Ou seja, ele está pagando no mínimo o dobro de juros e ganhando muito pouco de rendimento no dinheiro que está no FGTS”, finaliza.
Fonte: InfoMoney - Evelin Ribeiro