quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Investimento em imóveis rende mais que poupança

Casas e apartamentos de SP tiveram valorização de 50% nos últimos cinco anos.

Com o mercado de habitação aquecido, investir em imóveis se tornou um negócio lucrativo. Quem comprou uma casa ou apartamento em São Paulo há cinco anos, por exemplo, viu o imóvel se valorizar 50%. No mesmo período, a poupança rendeu 47%.

Um estudo realizado pelo Laboratório de Mercado de Capitais do Ibmec Minas Gerais indica que investimentos em unidades de padrão popular foram os mais rentáveis no ano passado. Quem preferiu comprar imóveis ganhou mais dinheiro do que quem optou por outras aplicações financeiras, como CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dólar, poupança, e até mesmo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo).

Na capital mineira, os imóveis que tiveram maior rentabilidade foram os apartamentos populares de três quartos, com valorização de 296,56% entre 1998 e 2008, período considerado no estudo.

Os profissionais do setor atribuem a rápida valorização dos imóveis à economia estável e à facilidade de acesso ao crédito. Mas é preciso ter cautela para não se deixar seduzir pela ilusão do dinheiro fácil.

A primeira recomendação dos profissionais do setor é ter cuidado com imóveis vendidos na planta. Apesar de serem mais baratos, os descontos ficam por conta do risco que o comprador tem de não receber o imóvel.

Outra dica dos especialistas é pesquisar se o preço é realmente justo e ler com bastante atenção o contrato.

Fonte: R7

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aluguel e ônibus pressionam inflação

IPC da Fipe sobe 0,61% na primeira quadrissemana do mês; chuvas fortes no Sudeste e seca no sul do País podem agravar o quadro de alta de preços

SÃO PAULO - A inflação começou o ano acelerada. Puxado pelo reajuste do aluguel, pela alta do preço das hortaliças e pelo aumento da passagem de ônibus urbano, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe atingiu 0,61% na primeira quadrissemana deste mês. E a perspectiva traçada até agora, sem contar os efeitos das chuvas excessivas no Sudeste e da seca no Sul, é de que a inflação encerre janeiro com alta de 1,15%, mais que o dobro do IPC de dezembro (0,54%).
"Estamos arrancando o ano forte, como no começo de 2010", afirma Antonio Comune, coordenador do IPC da Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo. Em janeiro e fevereiro de 2010, a inflação acumulou quase a metade do centro da meta de 4,5%. Neste ano, ele acredita que o cenário será semelhante. Em fevereiro, já há reajustes certos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de 5,5%, e do metrô, cujo porcentual não foi divulgado, diz ele.
Além desses aumentos previsíveis, o tempo não tem ajudado os índices de custo de vida. "As chuvas que estão atingindo São Paulo são um sinal amarelo, que já está se tornando um sinal cor de abóbora para a inflação", brinca Comune.
Depois dos aluguéis, que subiram 0,57% na primeira quadrissemana deste mês em razão dos reajustes atrelados ao Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que disparou em 2010 e subiu 11,32%, a alface foi o item que mais contribuiu para alta do indicador neste mês. O preço da hortaliça aumentou 25,49%. O grupo alimentação subiu 1,39% em janeiro, depois da alta de 1,38% em dezembro. E os alimentos in natura foram os vilões: aumentaram 4% este mês ante elevação de 1,49% em dezembro.
"Com as chuvas nas regiões produtoras, o preço das hortaliças deve dobrar neste mês em relação às cotações de dezembro", afirma Flávio Godas, economista da Ceagesp. As hortaliças fecharam o ano com queda de 33% nas cotações e só na primeira semana deste mês subiram 10%.

Seca.

Outro risco que ameaça os preços dos alimentos é a forte seca que castiga o Sul do País. "Faz mais de 40 dias que não chove no extremo sul do Rio Grande do Sul", conta Rui Polidoro, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS). Apesar de não ter dados exatos sobre o estrago que a seca provoca na região, ele diz que haverá impactos na produção de leite, carnes e nas lavouras de soja.
Para o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira, ocorre neste ano um grande acúmulo de pressões para elevação dos preços no primeiro trimestre. E a intensidade dos aumentos é muito superior que em igual período de 2010. Isso faz o economista projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 0,75% ao mês em janeiro e fevereiro.
Entre as pressões mais intensas neste início de ano, ele aponta o reajuste dos aluguéis. Em 2010, a situação era oposta à atual: praticamente não houve reajuste do aluguel porque o IGP-M tinha tido deflação no ano anterior (-1,71%). Além disso, Silveira ressalta que a economia começou este ano "cantando pneu". E, no começo de 2010, o ritmo de atividade estava apenas "engatinhando".

Fonte: O Estado de S. Paulo - Márcia De Chiara e Flavio Leonel

sábado, 15 de janeiro de 2011

Índice que reajusta aluguel tem alta de 11,32% no ano

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, desacelerou em dezembro ao subir 0,69%, ante a alta de 1,45% em novembro, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
No ano, a variação foi de 11,32%. Trata-se da maior elevação desde 2004, quando a alta ficou em 12,41%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa foi de 1,84%. O índice relativo aos bens finais retraiu 0,46%, em dezembro. Em novembro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,34%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 5,58% para 0,63%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice bens finais (ex) registrou variação de 0,34%. Em novembro, a taxa foi de 1,89%.

A taxa de variação do grupo bens intermediários passou de 0,76%, em novembro, para 0,83%, em dezembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,18%.

O índice referente a matérias-primas brutas teve sua taxa de variação reduzida de 3,92% para 1,66%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: bovinos (11,42% para -1,62%), soja em grão (9,72% para 2,58%) e milho em grão (9,54% para 4,41%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (-8,13% para -2,24%), aves (0,97% para 8,02%) e mandioca aipim (0,64% para 1,86%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,92%, em dezembro, ante 0,81%, em novembro. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para habitação (0,27% para 0,43%). Nesta classe de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: aluguel residencial (0,49% para 1,03%) e condomínio residencial (0,11% para 1,10%).

Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: saúde e cuidados pessoais (0,19% para 0,48%), educação, leitura e recreação (0,20% para 0,42%), despesas diversas (0,25% para 0,44%) e alimentação (1,91% para 1,96%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,35% para 0,58%), passagem aérea (-0,20% para 15%), cerveja (2,18% para 3,48%) e frutas (2,04% para 3,84%), respectivamente.

Em sentido oposto, apresentou decréscimo em sua taxa de variação o grupo transportes (0,72% para 0,57%) e vesturário (0,96% para 0,87%). Os itens que mais influenciaram a desaceleração destas classes de despesa foram: gasolina (1,59% para 0,61%) e calçados (1,17% para 0,33%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, em dezembro, taxa de 0,59%. Em novembro, a taxa foi de 0,36%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: materiais e equipamentos (0,07% para 0,09%) e mão de obra (0,59% para 1,08%). Já o índice relativo ao grupo de serviços passou de 0,48%, no mês anterior, para 0,25% nesta apuração.

Fonte: Folha de SP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Veja em quais casos o imóvel está isento de IPTU em São Paulo

SÃO PAULO - Todo começo de ano, os paulistanos recebem em casa o boleto para pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). Neste ano, o documento começa a ser enviado pela Prefeitura de São Paulo no próximo dia 14. Alguns cidadãos, porém, têm isenção do imposto e devem ser notificados. Você sabe quem está livre do pagamento?

De acordo com a Lei 11.614/94, aposentados, pensionistas e beneficiários de renda mensal vitalícia têm isenção do imposto. Para poder contar com o direito, por sua vez, deve-se fazer pedido de requerimento anual, em formulário próprio, fornecido gratuitamente na Praça de Atendimento da Subprefeitura mais próxima*.

Além de estar nas condições acima, a pessoa não pode possuir outro imóvel no município, deve residir na construção isenta de IPTU, ter rendimento mensal que não ultrapasse três salários mínimos no exercício que se refere ao pedido e ter imóvel que não faça parte do seu patrimônio.

Caso tenha o pedido atendido e feito o recadastramento, o proprietário isento deve receber o comunicado sobre o benefício a partir desta terça (11).

Por atividade
Outro critério de isenção do IPTU é pela atividade a que se destina o imóvel. Entidades culturais estão neste grupo. A primeira solicitação de isenção deve ser feita na Prefeitura (Rua Pedro Américo, 32, Edifício Andraus - Centro) e as posteriores devem ser renovadas por meio de formulário específico fornecido no mesmo local.

Dentre os requisitos para o não-pagamento, está o fato de o imóvel ser integrante do patrimônio da entidade. Além disso, a entidade não deve distribuir parcelas de rendas a título de lucro, deve aplicar integralmente no país seus recursos na manutenção dos objetivos institucionais e manter escrituração de receitas e despesas em livros.

As sociedades amigas de bairros e agremiações desportivas, desde que o imóvel seja patrimônio da entidade ou usado exclusivamente como sede, também têm isenção, mediante requerimento de formulário na Prefeitura.

Outras isenções
Também estão isentos de IPTU imóveis usados para fins educacionais - cedidos em comodato ao município, Estado ou União -, da associação de ex-combatentes e que servem de moradia de ex-combatente ou viúva de soldados que lutaram na 2ª Guerra Mundial, imóveis destinados aos consulados e aqueles pertencentes ao patrimônio da CDHU.

Todos os imóveis com valor venal até R$ 73.850 também estão isentos, desde que não sejam terrenos. Também têm direito ao benefício os imóveis com valor venal acima de R$ 73.850 até R$ 97.857, usados apenas como residência e de padrão A, B ou C, dos tipos 1 e 2 – que, por sua vez, podem ser consultados em tabela anexa à lei 10.235/1986, disponível no site da prefeitura **. Neste casos, a não-cobrança é automática, calculada e concedida no lançamento para apenas um imóvel por proprietário.

Já nas residências acima de R$ 97.857 e abaixo de R$ 1195.175, haverá desconto de R$ 39.035 no valor venal, usado para o cálculo do IPTU, concedido automaticamente pela Prefeitura.

Fonte: InfoMoney

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

'Minha Casa, Minha Vida' usa apenas 22% de verba do Orçamento

Uma das principais vitrines da campanha da presidente Dilma Rousseff, o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" desembolsou no ano passado pouco mais de um quinto do total disponível no Orçamento.

Os dados, fechados ontem no sistema de acompanhamento dos gastos do governo, ajudam a dimensionar o atraso no cronograma oficial --no mês passado, o governo anunciou ter fechado 1 milhão de contratos de financiamento imobiliário, mas sem detalhes quanto ao andamento das obras.

Quando lançou o programa, durante a crise econômica de 2009, foi prometida a construção desse número de moradias, sem prazo definido. Segundo balanço obtido pela Folha, atualizado até 27 de dezembro, apenas 230 mil casas e apartamentos foram efetivamente entregues.
O desempenho do "Minha Casa" comprometeu os resultados totais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que reúne os investimentos considerados prioritários pelo governo.

Destinada a financiar a construção e a aquisição de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 mensais, a iniciativa foi contemplada com R$ 7,3 bilhões na lei orçamentária de 2010. Desse total, apenas R$ 1,6 bilhão (22%) foi gasto de fato.
O restante do PAC, composto majoritariamente por obras públicas em rodovias, ferrovias, portos, saneamento e urbanismo, teve taxa de execução de 82%. Com o "Minha Casa", a execução total caiu para menos de 70%.

Procurada pela Folha, a Caixa, principal agente do programa, afirmou que considera as metas cumpridas em razão das unidades contratadas, independentemente da execução orçamentária.
Embora tenha papel decisivo no programa, o dinheiro do Orçamento --ou seja, da arrecadação de impostos-- não é utilizado diretamente nos financiamentos para aquisição de moradias.

A maior parte dos recursos é repassada para bancos ou fundos públicos, para permitir a concessão de financiamentos com juros abaixo dos do mercado. Em outras palavras, são subsídios liberados em benefício dos tomadores de empréstimos, à medida que os contratos avançam.

A Caixa disse não ter dados disponíveis para avaliar a relação entre a baixa execução orçamentária e o estágio dos contratos.

O balanço obtido pela reportagem aponta que, até o dia 27, a contratação somava pouco menos de 940 mil moradias. As mais de 60 mil restantes, portanto, deveriam ser contratadas nos últimos quatro dias do ano.

Fonte: FOLHA DE SP - Gustavo Patu e Sheila D'amorim , de Brasília

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Imóveis residenciais próximos a centros comerciais, universidades e estações de metrô são mais rentáveis

Os empreendimentos residenciais mais procurados por investidores são aqueles que oferecem dois e três dormitórios e possuem área útil entre 50 m2 e 80 m2.
Como os preços dessas unidades são menores, a velocidade com que são alugadas aumenta. Também atendem a diversos públicos, desde estudantes até famílias.
A escolha do bairro onde comprar costuma ser conservadora como o investimento. A ideia é procurar regiões consolidadas, próximas a estações de metrô, universidade e escritórios.
Para definir onde dá para aliar aluguel rentável a regiões com alta ocupação, a Folha consultou especialistas, que apontaram os distritos de Bela Vista, Consolação, Liberdade (centro), Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Perdizes, Pinheiros (zona oeste), Campo Belo, Moema e Vila Mariana (zona sul).
"Vale a pena investir porque são locais onde a locação é garantida", diz Fernando Sita, diretor de usados da Coelho da Fonseca.
O benefício tem seu preço. "Nessas regiões o metro quadrado é mais caro. Para quem não tem tanto capital, vale optar por bairros que estão se reestruturando ou próximos a shoppings e futuras estações de metrô", completa Rubens Júnior, diretor da regional São Paulo da Rossi.

APOSTA
Quem não tem pressa para começar a receber os dividendos do aluguel pode apostar na compra dos imóveis na planta em regiões que devem se valorizar.
"A perspectiva de valorização dos imóveis nas imediações de futuras estações de metrô é de 10% a 20%. Quando a obra é entregue, a valorização aumenta", afirma Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis.
Para Rubens Júnior, a valorização vai se concentrar especialmente nas regiões sul e oeste, onde há mais melhorias na infraestrutura.
Fernando Sita ressalta que investir em regiões que antes eram puramente comerciais, como as proximidades das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, é uma boa opção. "As pessoas querem, cada vez mais, morar perto do trabalho", afirma. Para isso, é sempre bom conhecer corretores, que podem passar os lançamentos em primeira mão.
"Antes do lançamento, procuramos potenciais investidores", conta Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara.

Fonte: SCIESP

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cartão da Caixa que substitui fiador terá anuidade de R$ 96

O Cartão Aluguel da Caixa Econômica Federal, lançado como opção de garantia na locação residencial, terá uma taxa de anuidade de R$ 96 e outra de manutenção de 6,67% ao mês. Ao final de um ano, esse encargo vai ser equivalente a 80% do valor de um aluguel mensal.

O produto será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa e o cliente terá dois limites, sendo um exclusivamente para o aluguel e outro para o pagamento de compras em estabelecimentos comerciais. Ou seja, o cartão elimina a necessidade de fiador, depósito caução ou seguro-fiança mesmo que a parte referente à locação não seja ativada.

Se for, a taxa de manutenção será cobrada, em um contrato que pode variar de dois a 12 meses já acordado com a imobiliária. Isso quer dizer que, mesmo que o locatário só precise cobrir as despesas com aluguel por um mês, ainda assim terá que arcar com os encargos pelo intervalo estipulado anteriormente.

A fatura do cartão passa então a ter o valor do aluguel. Se ficar inadimplente, o cliente terá que pagar ainda juros, que não foram informados pelo banco. Na média, a linha de cartão de crédito tem uma taxa de 10,7% ao mês, segundo a última pesquisa da Anefac referente a novembro.

O vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, não quis detalhar quais seriam os critérios de análise de crédito, adiantando apenas que a renda mínima exigida no projeto piloto --em quatro imobiliárias de São Paulo e de Goiás -- é de R$ 1.000. O produto deve chegar a todo o Brasil em fevereiro e pode haver ajustes nas regras de acordo com a região.

Fonte: TudoAgora.com.br