terça-feira, 28 de setembro de 2010

Juros do crédito habitacional deveriam ser em torno de 2% ao ano

SÃO PAULO – Os juros do crédito habitacional deveriam ser de aproximadamente 2% ao ano, segundo análise do economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.Para ele, os altos juros são o maior obstáculo para o crescimento do crédito habitacional no País.
“O Brasil deveria aplicar juros como os aplicados no Chile e no México, por exemplo, que são países comparáveis com o Brasil. Com juros menores, na casa dos 2% ao ano, o crédito seria mais acessível ao consumidor”, diz.
Além disso, o economista acredita que mudanças na política habitacional, sobretudo dos municípios, e o aumento da renda da população também contribuiriam para uma alta deste tipo de crédito no país.
Números
Ainda de acordo com o especialista, nos últimos 12 meses, o volume de crédito no sistema financeiro nacional cresceu 19,2%, atingindo R$ 1,6 trilhões, ou 46,2% do PIB (Produto Interno Bruto).
No mesmo período, o crédito habitacional cresceu 51%, respondendo por 3,5% do PIB, com R$ 120,6 bilhões, o que, para o economista, ainda é muito baixo, embora o volume de crédito esteja em expansão.
“O volume de crédito ainda é bastante inferior ao concedido nos países desenvolvidos, que ultrapassam 100% do PIB. Em países com desenvolvimento econômico semelhante, este crédito ultrapassa 15% do PIB”.
Sisp
Apesar de ainda estar longe do ideal, uma oportunidade para que o consumidor se beneficie de juros mais baixos no financiamento imobiliário é a quinta edição do SISP (Salão Imobiliário de São Paulo), que ocorre na capital paulista até o próximo domingo (26).No evento, os bancos participantes estarão oferecendo taxas menores, entre 8,2% e 10,4% ao ano, das habitualmente praticadas nas agências.
O Banco do Brasil, por exemplo, irá reduzir de 10% para 8,4% + TR (Taxa Referencial) a taxa pós-fixada para imóveis avaliados em até R$ 500 mil. O benefício é válido para negócios fechados ou iniciados no evento e finalizados em até 180 dias.
No HSBC, as taxas reduzidas irão variar de 8,9% a 10,4% ao ano mais TR, dependendo do valor do imóvel a ser financiado. No banco, a redução é de meio ponto percentual em relação às taxas praticadas normalmente, que variam de 9,4% a 10,9% ao ano mais TR.
A instituição manterá as condições do SISP para os negócios efetivados no prazo máximo de 60 dias após o evento.
Já o Bradesco terá taxas menores para propostas fechadas durante o Salão e que forem contratadas em até 30 dias. Neste caso, os juros caem de 10,50% para 9,70% ao ano mais TR, para imóveis avaliados entre R$ 150 mil e R$ 500 mil, e de 11,50% para 10,20% ao ano mais TR para propriedades a partir de R$ 500 mil.
No que diz respeito à CEF (Caixa Econômica Federal), o banco emitirá cartas de crédito com validade de 30 dias para serem utilizadas na aquisição de imóveis ofertados no salão ou fora dele. A instituição reduziu, de 9,5% para 8,4% anuais, a taxa para contratações decorrentes de propostas apresentadas no Salão, sendo que para quem possuir pacote com conta corrente, conta salário, cheque especial, cartão de crédito, além do débito do encargo mensal em conta corrente, a taxa de juros cai para 8,2% ao ano.
Fonte: InfoMoney - Gladys Ferraz Magalhães

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Caixa Econômica emitirá títulos para financiar casa própria

O risco de faltar recursos para a casa própria está forçando o governo a uma solução ousada: a emissão de títulos garantidos pelos próprios empréstimos da Caixa Econômica Federal, que só no primeiro semestre alcançaram R$ 33,5 bilhões.nA meta é reforçar a instituição para novos financiamentos.
Atento à escassez de fontes como a caderneta de poupança, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o próprio Tesouro Nacional, o Executivo federal prepara uma operação de securitização (conversão dos contratos em papéis negociados no mercado) das dívidas dos mutuários e, assim, injetar dinheiro novo no mercado.
Sem dar detalhes da iniciativa, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Luciano Coutinho, admitiu ontem que o governo está desenhando as medidas para incrementar os recursos disponíveis para a habitação.
Fontes de alto escalão garantem que o pacote, ainda mantido sob segredo, prevê a emissão de papéis lastreados em contratos de financiamentos da Caixa Econômica Federal, principalmente os do programa de moradias populares.
“O Minha Casa, Minha Vida será patrocinado pelo mercado”, revelou uma delas.
A meta é evitar que o projeto lançado para turbinar a campanha da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto transforme-se em um verdadeiro fiasco.
A Caixa vai emitir papéis no Brasil e no exterior lastreados em empréstimos imobiliários. Esses títulos, segundo fontes ouvidas pelo Correio, vão pagar entre 4% e 8% ao ano. “Os analistas chegaram à conclusão de que o mercado para investidores de outros países em empreendimentos imobiliários para a classe mais abastada está saturado e que o nicho popular é altamente rentável para entidades financeiras”, avaliou um dos envolvidos no projeto de reforço da Caixa.
Demanda
Coutinho é um dos entusiastas do processo de securitização no Brasil. Em evento em Brasília, disse a jornalistas que, por meio de operações semelhantes, será possível aumentar os recursos destinados aos programas habitacionais. “É preciso aprimorar os mecanismos para melhorar a capacidade dos bancos de operar e emitir papéis securitizados. Existem ideias em discussão, mas não estão na esfera do BNDES”, afirmou.
Os envolvidos na elaboração do projeto afirmam que, na visão da equipe econômica, apenas recursos públicos (FGTS e Tesouro) não seriam suficientes para o programa engrenar. “Até 2014, o Brasil precisará de R$ 500 bilhões para o mercado imobiliário. A poupança, hoje, dá conta da demanda, mas não vai conseguir por muito tempo”, alertou José Luis Rodrigues, sócio da consultoria JL Rodrigues.
Resistência
A despeito da possibilidade de a securitização rechear os cofres da Caixa e impulsionar o Minha Casa, Minha Vida, nos bastidores, parte da diretoria do banco resiste à operação ou pelo menos tem se mostrado receosa. A preocupação decorre de como a estratégia será executada. Alguns dos dirigentes temem que instituições financeiras adquiram os papéis e o cliente final — consumidor que realizou, por exemplo, o financiamento de um apartamento — seja assediado a migrar para o novo banco ou procure novos empréstimos em outras fontes.
Há ainda receio de que essas operações tragam insegurança ao mercado brasileiro ante um eventual aumento da inadimplência e dê início a uma bolha imobiliária, a exemplo da crise que explodiu nos Estados Unidos há dois anos. A despeito desse temor, analistas descartam uma repetição do problema no Brasil, já que as regras domésticas são muito mais severas. Quem adquire crédito na Caixa nunca irá saber quem é o investidor que comprou o título lastreado em seu empréstimo e não terá qualquer relação com ele. “É o melhor método para reciclar dinheiro, para que não falte recursos para investimentos”, explicou Rodrigues.
Em nota, a Caixa reconheceu a securitização como um importante instrumento de captação de recursos para financiar o crédito imobiliário. Mas, ainda assim, em um trecho da nota esquivou-se do assunto. “O governo federal regula essa operação, porém não a realiza, isso porque, para securitizar crédito imobiliário, deve-se possuir carteira de crédito imobiliário, o que não é função e nem atividade do governo”, disse. O número R$ 500 bilhões seria total necessário para bancar o sonho de moradia até 2014 no país.
E eu com isso
Ao optar pela securitização dos créditos imobiliários, o governo pretende ofertar mais dinheiro aos consumidor. A operação pode aumentar a concorrência entre os bancos e reduzir o custo de empréstimos para a compra da casa própria. Quanto mais as instituições disputarem clientes, mais vantagens poderão ser obtidas. Mas, ainda assim, há riscos para o mercado. Caso a inadimplência se eleve demais entre os que estão financiando uma residência, os compradores dos papéis lastreados em empréstimos correm o risco de ficar com um título podre na mão, o que afetaria negativamente o custo dos financiamentos ou ainda daria vida aos mesmos fantasmas que levaram, em 2008, a uma quebradeira em cascata no setor nos Estados Unidos. (VM)
Investimento precisa aumentar
A base do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,5% entre 2011 e 2013 será o avanço dos investimentos ao ritmo de 10% ao ano. Pelas previsões do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Luciano Coutinho, 5 grandes grupos vão impulsionar esse avanço: petróleo e gás, energia elétrica, construção civil, logística e agronegócio. “No caso do petróleo, isso representa o desenvolvimento de cadeias produtivas para suprir a Petrobras”, disse. Responsável pela exploração das reservas gigantes de petróleo do pré-sal, a estatal será um dos vetores da expansão.
Na avaliação de Coutinho, os investimentos vão chegar a uma proporção de 19% do PIB em 2010. No ano da Copa do Mundo no Brasil, 2014, a taxa terá atingido 22%, um avanço ainda pequeno diante da imensa necessidade de obras de infraestrutura e logística para receber o mundial. “O crescimento do Brasil vai ser em torno de 5,5% nos próximos anos. Para garantir isso, precisamos investir mais. Temos de aumentar a poupança (interna) para realizar esses investimentos”, afirmou.
O presidente do BNDES destacou a importância do crédito aos consumidores e a necessidade de ampliação da taxa de poupança do país como garantias para o tão almejado crescimento sustentável. Segundo suas projeções, no fim de 2010 a oferta de crédito no Brasil irá corresponder a 49,5% do PIB. Em 2014, chegará a 70%.
Fonte: Sciesp – Victor Martins

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sonho da casa própria: escolha o melhor financiamento

Saber as diferenças entre consórcio, leasing e crédito bancário são essenciais para comprar o imóvel sem transtornos

O sonho da casa própria muitas vezes precisa passar por inúmeros cálculos. A análise dos meios possíveis vai do quanto se pode gastar até como tudo será quitado.
O Brasil passa por um desenvolvimento no setor imobiliário, no qual a liberação de crédito para compra aumentou a demanda da procura por um lar.
Entre as formas de pagamento, estão o financiamento bancário, o consórcio e o leasing.
Veja as diferenças e encontre a melhor maneira para dar início à corrida até sua propriedade.
Antes de optar pela modalidade de financiamento, é preciso entender como funcionam consórcios, leasing ou créditos bancários.
O consórcio tem o mesmo mecanismo de quando se compra um veículo. Uma empresa administradora monta grupos com número de clientes interessados em comprar um imóvel de determinado valor.
Cada um compra cotas desse valor e paga uma parcela mensal. Três consorciados são contemplados com uma carta de crédito no valor do imóvel no mês, através de sorteio ou lance, que significa um adiantamento de dinheiro a fim de obter mais cedo a carta de crédito, sem depender da sorte. O prazo final é de 120 meses.
A vantagem apresentada por essa modalidade é que não tem taxas de juros, mas apenas de administração. Segundo o diretor de crédito do Banrisul, Bruno Fronza, o consórcio se assemelha a uma poupança que no final dá uma carta de crédito.
Outra possibilidade é o leasing, quando o bem imóvel a adquirir fica de propriedade da instituição financeira, uma “locadora”, pagando o cliente uma renda mensal até liquidação da totalidade do crédito. Com o pagamento desta última prestação, o bem volta a ser propriedade do cliente.
Já os financiamentos são realizados por bancos, que pagam ao vendedor do imóvel a quantia que quem compra quer financiar. A partir daí, o comprador deve pagar o banco que quitou sua dívida. Durante esse período, o imóvel fica ligado à pessoa que fez a compra, mas não pode ser negociado enquanto a dívida com o banco não é paga.
Diversas instituições financeiras disponibilizam o crédito e se diferenciam nas condições de pagamento, taxas de juros e valor que pode ser financiado.
O Sistema Financeiro da Habitação serve para financiamentos imobiliários para pessoas que querem comprar suas residências.
No exemplo do Banrisul, o valor médio financiado é de R$ 100 mil. A taxa máxima de juros é no valor da taxa referencial, calculada em cima da básica financeira, mais 9,5% de acréscimo ao ano.
Se essa for a opção escolhida na hora de adquirir um imóvel, o cliente deve passar na agência, fazer um cadastro e definir a demanda do financiamento.
Para conseguir o crédito, deve poder comprometer 30% da renda familiar bruta, composta por todos os valores brutos recebidos por quem compõe o grupo. O banco financia até 90%, em um período de até 30 anos.
De acordo com Fronza, o mercado imobiliário está muito aquecido. “No país, existe uma deficiência habitacional. O sonho da maioria das pessoas é comprar a sua casa própria. Com a liberação de crédito, aumentou a demanda”, garante.
As construtoras estão investindo em empreendimentos com unidades menores e com preços mais populares, a fim de atingir todos os segmentos do mercado.
Ainda assim, o grande foco das empresas é na nova parcela populacional que procura por habitação.“As instituições financeiras também têm interesse nesse aquecimento do mercado, pois o cliente que consegue financiamento vira cliente do banco.
Com 30 anos de parcelas para quitar a casa, o cliente terá uma longa relação com o banco.
Acaba fiel, para o resto da vida, àquele que financiou a sua casa”, afirma Fronza. Além disso, o diretor afirma que outros negócios serão possíveis através de uma análise sobre o perfil do cliente. Tanto o novo dono da casa quanto o banco ganham com o financiamento. “As condições e as taxas são muito atrativas. A pessoa que está pagando aluguel não terá mais seu dinheiro recuperado. Comprar uma casa é investimento, além de trazer satisfação e orgulho”, concluiu o diretor.
Passando adiante a carta de crédito
O empresário Fernando Lopes planejava trocar de casa. Para isso, comprou duas quotas de consórcio, em venda casada, que significa a inscrição do número de cliente em dois grupos de consórcio e, no momento em que é contemplado em um, no outro também será.
O planejamento de Lopes era retirar a carta por lance, depois de algumas parcelas pagas.A escolha pelo consórcio pode ser explicada pela diferença de taxas em comparação com o financiamento. “Vale mais, pois só é preciso pagar a taxa de administração e o reajuste anual.
Não tem juros como no financiamento”, afirma Lopes.
Mas a sorte vem sem avisar e Lopes foi contemplado por sorteio no terceiro mês, ficando com as duas cartas de crédito.
Como não esperava, nem havia se preparado para a chegada do dinheiro, que era mais do que o necessário para a compra de sua casa.
Para fazer o melhor negócio, entrou em contato com a empresa de consórcio e pediu auxílio no procedimento de venda de uma das cartas.
O preço cobrado aos interessados pela carta é o valor pago pelo quotista e mais o ágio, uma porcentagem do valor total da carta, estabelecida por quem está vendendo.
Quem compra a carta também assume as prestações restantes do consórcio. “O grande problema nesse tipo de transação é a falta de confiança”, garante o empresário.
As cartas anunciadas em jornais podem ser mais caras do que as vendidas com orientação. Por isso, o ideal é procurar uma empresa que possa auxiliar no processo.
Compra com financiamento
Após nove anos pagando aluguel, Úrsula Boeck, em conjunto com a irmã e suas duas sobrinhas, com quem mora, decidiu investir na tão esperada casa própria.
A possibilidade de usar o Fundo de Garantia como entrada no negócio também determinou a decisão.
O primeiro passo foi procurar a casa. Encontrar o imóvel no padrão desejado, em um bairro que não interferisse na rotina já estabelecida, demorou mais do que a burocracia de financiamento.
Na hora de negociar com o banco, o fundo atribuído a dez anos de trabalho, aliado a um dinheiro reservado, serviu como entrada.
Feito isso, mais um reforço precisou ser dado à imobiliária. Restam agora 25 anos de parcelas no financiamento, que diminuirão ao longo do tempo.“A vantagem é que estamos deixando um patrimônio para os descendentes, que era uma das maiores preocupações.
É investir de verdade no futuro”, garante Úrsula. O dinheiro que era usado em condomínio serviu também para investir em melhorias no imóvel. “No aluguel, as melhorias vão para o imóvel dos outros e não se pode levar nada quando se vai embora, é só conservação.
Na casa própria é ao seu gosto, sem pedir permissão para ninguém. É por vontade própria”, conclui.
Fonte: Sciesp

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Construção verde ganha adeptos no País

Obras sustentáveis deixam de ser exclusividade de grandes empreendimentos e já englobam escolas públicas e condomínios de casas residenciais
A tendência das construções verdes está deixando de ficar restrita a grandes construções, como prédios de escritórios e supermercados, e está chegando à empreendimentos com menor escala, como escolas públicas, bancos, condomínios de casas residenciais e até templos religiosos.
Em comum, as edificações têm uso racional de energia, captação de água da chuva, solo menos impermeabilizado e propiciam maior conforto térmico e acústico em seu interior.
Além disso, passam por processos de auditoria para ostentar selos de construção sustentável.
Por ser um mercado ainda incipiente no Brasil, a maioria das construções recebe o aval de dois principais selos de construção sustentável: o Aqua, criado em 2007 pela Fundação Vanzolini, ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), e o americano Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental).
Com o selo Aqua, existem 14 empreendimentos certificados e outros 25 em processo de receber auditorias.
O selo foi o primeiro a atender obras de menor porte, como escolas. Já o selo Leed está estampado em 18 edificações em todo o País, e outros 75 empreendimentos buscam a certificação.
A novidade é o selo europeu Breeam, bastante utilizado na Inglaterra, onde já existem 65 mil empreendimentos certificados.
Na região serrana do Rio, será construído um condomínio de oito casas residenciais sob os princípios da certificação.
Para obter a certificação Aqua, os empreendimentos precisam atender a 14 critérios de sustentabilidade. “Mas não basta adotar um cardápio de tecnologias verdes.
É importante que o empreendimento privilegie questões como o conforto e a saúde de quem irá ocupar esses espaços”, explica Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do processo de certificação Aqua na Fundação Vanzolini.
De acordo com Martins, um dos principais mitos que ainda cercam as construções com menor impacto ambiental é de que essas tecnologias são caras. O professor explica que, dos custos totais de um empreendimento, 20% são de construção e 80% de operação. “Se reduzirmos os custos de operação com tecnologias que economizam água e energia, por exemplo, o investimento inicial se recupera em menos de dez anos.”

Escolas
Em São Paulo, duas novas escolas estaduais, uma região central e outra na zona norte, começam a ser construídas com base nos princípios de sustentabilidade, como referência para outros projetos.
As escolas estaduais Bairro Luz, no centro da capital, e Vila Brasilândia, na região norte, terão, além de tecnologias para economia de água e energia, soluções técnicas arquitetônicas para proporcionar aos alunos mais conforto térmico e acústico.
Também foram projetadas para receber mais iluminação natural e gerar menos resíduos no processo de construção.
Na escola no bairro da Luz, localizada em uma área de preservação histórica, estão sendo tomados cuidados para que a construção não traga impactos negativos a imóveis tombados no entorno. “Serão as primeiras escolas do País certificadas com o selo de construção verde”, diz o engenheiro Luiz Fernando Ferreira, diretor da Inovatech, empresa de engenharia que executa os projetos.
A Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e responsável pela construção das escolas, já tinha um programa que visava o baixo impacto ambiental nos canteiros de obras, além de um projeto de reaproveitamento da água da chuva, adotado em uma escola do bairro de Perus, na zona norte.
Fonte: O Estado de S. Paulo - Andrea Vialli

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aluguel atrelado ao IGP-M sobe 6,99% em setembro

Para especialista, às vezes, a negociação entre as partes prevalece no aniversário dos contratos e inquilino com bom histórico pode conseguir reajuste menor.
Os aluguéis residenciais com reajuste anual atrelado ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e aniversário em setembro serão reajustados em 6,99%.
Essa é a variação acumulada do índice nos últimos 12 meses (setembro de 2009 a agosto de 2010), depois de a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgar, nesta manhã, o IGP-M de 0,77% para o mês de agosto.Com o reajuste, um inquilino que pagava um aluguel atrelado ao IGP-M de R$ 1.000,00 em agosto de 2010 passará a desembolsar em setembro - e pelos próximos 12 meses - R$ 1.069,90.
Na prática, relata Hilton Pecorari Baptista, diretor de Locação Residencial do Secovi-SP, às vezes a negociação entre as partes prevalece no aniversário dos contratos. “As imobiliárias costumam avaliar o histórico do inquilino.
Dessa forma, se ele paga sempre em dia e conserva bem o imóvel, inclusive fazendo pequenas benfeitorias, pode ter alguma vantagem, como a manutenção do valor do aluguel por determinado período a combinar, por exemplo”.
Essa possibilidade é mais remota se o contrato está na vigência dos 30 meses contratuais, lembra Pecorari. “Nesse caso, só se mantém o valor se o locatário faz melhorias no imóvel. Como por lei o locador tem de manter o inquilino por 2,5 anos, ele vê esses investimentos como uma contrapartida”.
Já nos contratos com prazos indeterminados, bons pagadores têm mais chance de não ter aumento no percentual exato de variação do IGP-M.
“Uma forma simples de calcular o novo aluguel é a utilização do fator de reajuste, que, multiplicado pelo valor de locação vigente até agosto, indicará o novo aluguel.
Esse valor é de 1,0699 para os contratos que aniversariam em setembro”, explica Roberto Akazawa, gerente do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. Assim, se a locação antes do reajuste era de R$ 700,00, o novo aluguel será de R$ 748,93 (700,00 x 1,0699).
Fonte: ImovelWeb

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Confira dois lançamentos da Alugare Imóveis em Guarulhos.


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Governo vai aumentar subsídio e valor do imóvel do Minha Casa, Minha Vida

O governo federal vai aumentar o teto de valor dos imóveis que poderão ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

O subsídio dado pelo governo para a compra desses imóveis também será elevado. As mudanças devem valer a partir de 2011.
A informação foi dada pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Também participaram do encontro os ministro Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) além da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho.
"Nós achamos que o programa está indo muito bem, com muita certeza de que vamos contratar um milhão de moradias até o final de 2010. E para o ano que vem, [o programa vai vir] com algumas regras um pouco modificadas", disse Bernardo.
"Vai ter aumento de teto [do valor dos imóveis financiados], há o consenso de que precisa aumentar um pouco. Além de algumas medidas para facilitar a construção nas grandes cidades, onde o valor dos terrenos aumentou muito e isso tem dificultado a obtenção de terra para a construção desse tipo de moradia", completou o ministro.

Fora os empreendimentos bancados integralmente pela União, o programa Minha Casa, Minha Vida concede subsídio de até R$ 23 mil para compra de imóveis, dependendo da renda e da cidade onde ele será construído.

A meta do governo é contratar a construção de 1 milhão de casas até o final de 2010 (até agora foram pouco mais de 500 mil unidades) e mais 2 milhões entre 2011 e 2014.
De acordo com Bernardo, a expectativa do governo é definir os valores na próxima semana e enviar já no começo de agosto os projetos de lei com as mudanças para votação no Congresso. O governo pretende aprová-los até o início de 2011.

Fonte: Folha.com – Fábio Amato

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crédito habitacional alcança o de veículos, aponta Banco Central

A alta do crédito habitacional já faz com que essa modalidade tenha o mesmo peso do financiamento de veículos na economia brasileira.
Segundo dados do Banco Central, no começo de 2009 o financiamento para veículos superava o crédito imobiliário em quase 30%. Hoje, a diferença é inferior a 1%.
A venda a prazo de veículos cresceu 30% nos 12 meses encerrados em abril e bateu recorde por causa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido que vigorou até março. No mesmo período, o crédito imobiliário no país avançou 50%.
As duas modalidades de crédito superaram no começo do ano R$ 100 bilhões em financiamentos cada uma.
Um dos fatores responsáveis por esse crescimento é o aumento nos prazos dos financiamentos. Desde abril de 2009, o prazo médio do financiamento habitacional, que pode chegar a 30 anos, aumentou dois anos.
De acordo com o BC, o financiamento de imóveis ainda tem um peso pequeno na economia, mas cresce a taxas "surpreendentes". Passou de 2,3% do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em determinado período) para 3,2% nos últimos 12 meses.
"Ainda é pouco, mas isso vem crescendo de forma expressiva e alcançou o financiamento de veículos, que também representa 3,2% do PIB", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Em países emergentes como Chile, México e África do Sul, essa participação fica próxima de 10% do PIB. Nos desenvolvidos, supera 60%.
Os números do BC mostram que, nesse período, o crédito para veículos teve crescimento expressivo. Em abril, as concessões de novos financiamentos nessa área ficaram 83% acima do verificado um ano antes.
Foi o segundo melhor resultado da história, atrás apenas do de março, último mês com o desconto do IPI.
Os prazos também aumentaram, de uma média de 48 meses em abril de 2009 para 52 meses neste ano.
Os setores habitacional e de veículos estão entre as principais modalidades que impulsionaram o crescimento recente do crédito, que registrou uma expansão anual de 17,6% até abril.
Para o presidente da ABBC (Associação Brasileira dos Bancos), Renato Martins Oliva, o crédito ao consumidor deve se desacelerar. Ele projeta um crescimento de 20% para 2010 (mesma previsão do BC) e de 10% para 2011.
Fonte: Folha.com - Eduardo Cucolo, de Brasilia