terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dez dicas para controlar seu orçamento

Gaste menos do que ganha
Contabilize seus rendimentos e planeje seus gastos de acordo com seus ganhos. Lembre-se sempre: os gastos devem adequar-se às receitas, e não o contrário!

Faça uma lista antes de sair às compras
A medida ajuda a evitar gastos extras e desnecessários, já que condiciona você a comprar apenas o que está listado. Cuidado para não perder o foco!

Prefira o pagamento à vista
Pagando à vista o salário dos outros meses não fica comprometido e ainda há a possibilidade de descontos com essa opção de pagamento.

Corte os gastos supérfluos
Avalie suas despesas e corte gastos que possam estar prejudicando suas contas. A assinatura da revista que você nunca lê e a mensalidade do clube que você não frequenta são exemplos de cortes que podem, e devem, ser feitos.

Dedique um tempo para planejamento financeiro
Reserve um período na sua agenda para se organizar financeiramente, reveja suas metas, confira extratos bancários, contas a pagar etc. Com dedicação o planejamento tende a funcionar muito melhor.

Tenha um controle mensal dos seus gastos
Elabore uma lista com todas as suas receitas e despesas, separando estas últimas em categorias. Verifique o comprometimento de sua renda com cada uma das categorias de despesas e avalie se os seus gastos estão de acordo com o seu padrão de vida.

Cuidados com financiamentos
Avalie taxas de juro, prazos e outros encargos e verifique se não é mais viável aguardar para comprar o bem à vista.

Controle compras com cartão de crédito
Lembre-se que o cartão é uma forma de comprar agora para pagar apenas daqui a um tempo. No entanto, atrasar ou quitar apenas o pagamento mínimo da fatura pode acabar com o seu planejamento, já que os encargos quando isso acontece são altos e podem comprometer bastante suas contas.

Evite o uso do cheque especial
Nunca considere o limite oferecido pelo seu na modalidade de crédito como parte de sua renda. Os juros são altos e o descontrole pode levá-lo à inadimplência.

Adote o consumo consciente
Diminua o tempo do banho, desligue a torneira ao lavar louça e escovar os dentes, apague luzes de cômodos vazios e não deixei aparelhos eletrônicos em stand-by. Essas são apenas algumas, das muitas dicas que podem colaborar para o seu bolso e para o meio-ambiente.

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Crédito com garantia em imóvel ganha espaço no país

Fonte de financiamento barato, o "home equity" - origem da crise dos EUA- tem forte expansão no Brasil. O nome em inglês denomina linhas de crédito sem finalidade específica, que usam imóveis como garantia.
Desde 2006, quando o modelo foi regulamentado no país, cada vez mais instituições oferecem o produto.
Dos grandes bancos, Santader, Bradesco e Itaú já têm linhas de "home equity", enquanto o Banco do Brasil, que entrou em 2008 no ramo imobiliário, pretende lançar a sua até o fim do ano.
A Brazilian Mortgages, especializada em financiamento imobiliário, oferece o "Crédito Fácil" desde 2007. Nele, o cliente pode pegar emprestado até 50% do valor do imóvel, desde que o empréstimo não ultrapasse R$ 500 mil. As taxas são de 1% ao mês mais variação do IGP-M.

O volume de crédito liberado cresceu 576% de janeiro a maio, em comparação com o mesmo período de 2009.
Segundo Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages, embora a empresa tenha quase dez linhas de financiamento, o "Crédito Fácil" consome metade dos recursos liberados pela companhia.
Bidetti não usa o termo "home equity", pois teme confusão com o "subprime" -empréstimos hipotecários americanos de alto risco.
Segundo ele, nos Estados Unidos houve concessão de crédito irresponsável. Os imóveis estavam muito valorizados, e os proprietários conseguiam refinanciar 100% mesmo sem comprovação de renda suficiente.
Quando os preços dos imóveis dados como garantias recuaram fortemente, as instituições não tiveram como cobrir seus prejuízos.
"Lá, as instituições financiam de acordo com bens. Aqui financiamos com base na condição de pagamento das pessoas", afirma o diretor de empréstimos do Bradesco, Nilton Pelegrino, que também não usa o termo "home equity" em sua linha.
No Bradesco, até 70% do imóvel pode ser refinanciado, no prazo máximo de dez anos. Os juros variam de 1% a 3% ao mês, mais CDI.
O número de operações desse tipo cresceu 91% em 2009 e 60% nos primeiros quatro meses de 2010, para até 2.000 por mês. Desde 2007, R$ 800 milhões foram liberados pelo Bradesco.
"A operação caiu no gosto do cliente", avalia.
De acordo com Frederico Penido, vice-presidente do Banco Bonsucesso, a estabilidade econômica e a queda dos juros viabilizaram a expansão do "home equity" no país, pois possibilitaram que os bancos captassem recursos baratos e estendessem os prazos do financiamentos.
A alienação fiduciária de imóveis, possível desde 1997, também foi fundamental, pois transfere para o credor a propriedade do bem, ao contrário da hipoteca.
O Bonsucesso oferece o crédito há oito meses em Minas Gerais e há um mês em São Paulo e no Rio, com juros entre 2% e 2,5%.
Leonardo Cunha pegou R$ 100 mil no banco dando 50% do imóvel como garantia para investir na sua loja de decoração, em Belo Horizonte.
"Não temo perder o imóvel. Estou muito otimista com um retorno rápido", diz.

Fonte: Folha.com – Mariana Schreiber

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Boom imobiliário em SP abre mercados potenciais

O salto do mercado imobiliário em São Paulo nos últimos três anos é boa notícia para quem quer empreender. Com o adensamento de uma área, vem o número maior de potenciais clientes.
Seis regiões na capital paulista vão receber nos próximos três anos 40 mil novos habitantes, segundo estudo da consultoria Cognatis, realizado a pedido da Folha.
Pelo estudo, a Barra Funda (zona oeste) é a região que terá maior taxa de crescimento populacional: 60%. Vila Andrade, na zona sul (23%), Vila Leopoldina, na zona oeste (22%), e Tatuapé, na zona leste (21%), vêm atrás.
"A Barra Funda, por ser pouco populosa, se transformará bastante com os lançamentos", diz Rogério Gregori, diretor da Cognatis.
Já o bolsão do Campo Belo, na zona sul, se destaca pelo poder aquisitivo, com renda familiar média de R$ 24 mil.
Antes de investir, é preciso estudar o mercado, diz Celso Amaral, diretor da Amaral d'Avila Engenharia de Avaliações.
Há o risco de a mesma região receber várias empresas de um mesmo nicho.
Fonte: Folha.com - Jordana Viotto de São Paulo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Governo deve bater meta para baixa renda no "Minha Casa" até setembro

A Caixa Econômica Federal deve parar de contratar projetos de construtoras dentro do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1.395 em setembro. No final de agosto ou no início do mês seguinte, a meta de 400 mil moradias estipulada pelo governo federal já deve ter sido atingida, segundo o vice-presidente de Governo do banco, Jorge Hereda.
Até junho, já foram contratadas 256,3 mil unidades, atingindo 64% do limite para essa faixa.
A Caixa, no entanto, recebeu 539,6 mil propostas, ou seja 135% da meta. O excedente será contratado no próximo ano, segundo Hereda, já sob os novos valores do programa federal, que estão sendo discutidos pelo governo para o Minha Casa, Minha Vida 2.

Outra opção para as construtoras é reformular a proposta para enquadrá-la na faixa de renda que vai até R$ 2.790, que está mais longe de alcançar a meta 55% das 400 mil moradias previstas.
Atualmente, os imóveis para famílias com renda até R$ 1.395 devem custar, no máximo, R$ 52 mil, o que é considerado baixo pelas construtoras nas grandes cidades devido à valorização dos terrenos. "É óbvio que vai ter reajuste. Mas vivemos num país em que não se pode falar em indexação. Vamos ficar atentos para que o programa não se inviabilize", disse, sem arriscar futuros limites.

Para este ano, não há possibilidade de elevação. A divisão por faixa de salários mínimos continua tendo como base o piso (R$ 465) na época do lançamento do programa, beneficiando famílias com renda mensal de até R$ 4.650. Nem a vinculação ao salário mínimo está garantida, de acordo com Hereda. "Estamos discutindo como transformar o Minha Casa, Minha Vida em um programa perene."

Para ele, reajustes do programa "a todo momento" não resolveriam o problema da valorização imobiliária. "Isso iria colocar mais lenha na fogueira", afirmou.
Ao todo, o programa teve 543 mil contratos assinados até junho. Até a semana passada, o número subiu para 551 mil, pouco mais da matede da meta de um milhão de unidades, que deve ser batida até o final deste ano.
A Caixa recebeu cerca de 950 mil propostas para análise. Para famílias com renda mensal entre R$ 2.790 e R$ 4.650, a meta de 200 mil moradias pode ser ultrapassada, segundo Hereda, já que não há subsídio federal para essa faixa. "Para zero a três [salários mínimos da época do lançamento] é mais difícil porque o subsídio é na veia", completou, referindo-se aos recursos provenientes do Orçamento Geral da União.

Fonte: Folha.com – Tatiana Resende

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Proporção do crédito imobiliário sobre o PIB deve quase triplicar até 2014

SÃO PAULO – No ano em que a Copa do Mundo acontecerá no Brasil, mais precisamente em 2014, a proporção do crédito habitacional sobre o PIB (Produto Interno Bruto) terá quase triplicado.
A conclusão é de estudo realizado pela consultoria MB Associados, por encomenda da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), divulgado na quarta-feira (11).
De acordo com os dados, a expectativa é de que o crédito habitacional feche este ano com uma representatividade de 4% sobre o PIB e passe a 11% em 2014.
Em valores
Neste ano, o crédito habitacional deve somar R$ 136 bilhões, mas fechará 2014 em R$ 520 bilhões, o que significa que o montante mais que triplicará (+282,35%).
Frente ao ano passado, quando R$ 91,9 bilhões foram emprestados para a compra de imóveis, deve haver um crescimento de 47,9% ao final de 2010.
Entre os aspectos que beneficiam o mercado imobiliário brasileiro, o estudo aponta condições macroeconômicas sólidas, o fato de não haver um processo de desregulamentação e a classe média ainda estar em forte processo de expansão de renda e emprego.
Fonte: InfoMoney - Flávia Furlan Nunes

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SP: novos prédios deverão possuir tecnologias sustentáveis

SÃO PAULO - O Projeto de Lei 126/10, que determina a utilização de alternativas tecnológicas ambientalmente sustentáveis nos conjuntos residenciais a serem construídos na cidade de São Paulo, teve parecer de legalidade aprovado, na quarta-feira (11), pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa da Câmara Municipal.
De autoria do vereador Souza Santos (PSDB), o PL prevê o uso de sistema de captação de energia solar para aquecimento de água, lâmpadas de alta eficiência para iluminação de áreas comuns, medidores individuais de consumo de gás e água e bacias sanitárias com volume de descarga reduzida, entre outras soluções que promovam a sustentabilidade na construção civil.

Defesa
Segundo o vereador, a prática detalhada no projeto preza pela redução nos impactos ambientais gerados pelas construções de condomínios em pontos da capital paulista.As construções, explica, representam importantes pontos de impermeabilização do solo, de alto consumo de energia elétrica e de recursos hídricos, de grande concentração de habitantes, que produzem grandes quantidades de resíduos sólidos.
Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Financiamento imobiliário com recursos da poupança bate recorde no 1º semestre

As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 23,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, registrando o melhor resultado para esse período da série histórica, iniciada em 1967, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
O valor superou em 77% o montante contabilizado no mesmo período no ano passado. Em quantidade, foram 187,6 mil unidades financiadas, o que representa uma expansão de 51,5% no mesmo comparativo.
Os dados apontam para um financiamento de 450 mil unidades em 2010, totalizando R$ 57 bilhões.
O presidente da entidade, Luiz Antônio França, já havia previsto que, em 2014, o financiamento imobiliário deve ter atingido 11% do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil. A projeção está em linha com a estimativa de Jorge Hereda, vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, que projeta 10% no ano seguinte. Atualmente, a proporção é de apenas 3%.

FONTES ALTERNATIVAS
Os sucessivos recordes estão levando o banco federal a começar a procurar fontes alternativas de financiamento, além dos recursos do FGTS e da poupança. Nos sete primeiros meses do ano, os empréstimos da Caixa chegaram a R$ 40,1 bilhões, mais do dobro (104%) do resultado obtido no mesmo período do ano passado.
Por lei, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos em poupança para o crédito habitacional, mas há o temor de que o crescimento da caderneta não acompanhe o dos empréstimos.
Cerca de R$ 20 bilhões - de uma carteira de crédito imobiliário de R$ 82 bilhõe - já estariam prontos para uma securitização, mas o valor da primeira emissão, que será feita até dezembro, ainda não foi definido pela Caixa.
A securitização consiste na transformação de uma dívida em um papel para investimento no mercado de capitais. O investidor é remunerado com uma taxa de retorno que varia de acordo com as características do financiamento, descontados os custos e o ganho do banco.
A instituição financeira, por sua vez, recicla o dinheiro sem ter de esperar até o último pagamento do tomador do empréstimo. O risco de inadimplência, normalmente, fica com o investidor.

Fonte: Folha.com - Tatiana Resende

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Kassab libera prédio popular em área verde

Objetivo é facilitar construção de apartamentos ao redor das Represas Billings e Guarapiranga, que estão em processo de reurbanização
Um decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM), publicado sábado no Diário Oficial da Cidade, permite a construção de habitações de interesse social (HIS) em Zonas de Preservação Permanente (Zepam) de São Paulo e outras áreas com restrições de uso residencial. A medida depende de alvará da Prefeitura.
O decreto tem como objetivo, segundo o governo, facilitar a construção de conjuntos populares verticais nas áreas próximas das Represas Billings e Guarapiranga, onde está em andamento há três anos um projeto para a reurbanização de 64 favelas, nas quais moram cerca de 1 milhão de pessoas. A norma não abre brecha para empreendimentos na região da Serra da Cantareira, onde uma recente lei estadual congelou novas edificações em 5 milhões de metros quadrados.
O Plano Diretor de 2002 veta qualquer construção em área de preservação. Agora, porém, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) poderão erguer conjuntos populares perto das principais represas da cidade se tiverem autorização da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. A nova regra também permite a construção de conjuntos habitacionais em outras áreas com restrição de uso residencial, como as Zonas de Preservação Cultural (Zepecs) e as Predominantemente Industriais (ZPIs).
A Secretaria Municipal de Habitação informou que o decreto "é uma normatização" que também vai facilitar a construção de prédios populares na Nova Luz, perto de equipamentos culturais protegidos pelo patrimônio histórico, como a Sala São Paulo e a Pinacoteca.
A administração municipal nega que o decreto altere a lei de zoneamento em vigor, de julho de 2004. Segundo a pasta de Habitação, com o Plano Diretor hoje "só são possíveis as construções de casas sobrepostas para os moradores removidos de ocupações irregulares da Billings e da Guarapiranga".
Com o decreto, os prédios populares também poderão ser liberados nessas áreas, informa a Habitação. O apartamento em prédio de HIS, construído com isenções fiscais que podem deixar o imóvel até 60% mais barato, pode ter até 67 metros quadrados, conforme o novo "desenho universal" adotado por CDHU e Cohab. Antes, a metragem máxima para o recebimento dos incentivos era de 52 metros quadrados. A nova regra não vale para as regiões de operação urbana, como Água Branca, na zona oeste.

Mudança.
Questionada se a regra não pode levar a um boom imobiliário nas áreas verdes no entorno de mananciais, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Habitação afirma ainda que só serão liberados empreendimentos "mediante justificativa social".
O governo diz que "dada a escassez de terrenos para construção de HIS no município, há tempos estudam-se soluções para viabilizar o aumento dessa produção".
Fonte: O Estado de S.Paulo - Diego Zanchetta

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Para CNI, mercado imobiliário continua aquecido

Apesar do menor ritmo de crescimento na atividade da construção civil em junho, a expansão contínua do setor registrada desde dezembro pela sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o mercado imobiliário continua aquecido, enquanto o restante da indústria começa a botar o pé no freio. A avaliação foi feita hoje pelo gerente executivo de Pesquisa da entidade, Renato da Fonseca. Segundo informou hoje a CNI, o ritmo de crescimento da construção civil diminuiu em junho.
Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos indicam crescimento, o indicador de junho ficou em 53,8 pontos, enquanto no mês anterior o índice havia chegado a 55,8 pontos. "As medidas governamentais de incentivo à produção industrial editadas durante o auge da crise já foram retiradas e a taxa de juros começou a subir. No entanto, como na área de construção civil as medidas são de mais longo prazo, ainda há estímulo para o setor que, além disso, também conta com sistema de financiamento próprio", avaliou Fonseca.
Para o economista, a reclamação por parte dos empresários da construção em relação à falta de mão de obra qualificada ainda não oferece riscos para a manutenção do crescimento do setor. "Sempre que a economia cresce, faltam recursos, e um dos primeiros que aparecem é a falta de trabalhador qualificado. A saída é investir em programas de capacitação ou dentro da própria empresa para tentar resolver o problema. Pode ser uma armadilha, mas por enquanto não está impedindo contratações no setor", afirmou o executivo.
Segundo o economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Luiz Fernando Mendes, a falta de trabalhadores qualificados representa um desafio ainda maior diante da recente industrialização do processo de construção no País. "Até pouco tempo atrás, a construção civil brasileira foi bastante artesanal, com uso intensivo de mão de obra. Com a evolução tecnológica, apesar do uso menos intenso, a necessidade de qualificação é maior", explicou.
Fonte: Agência Estado - Eduardo Rodrigues

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Crédito habitacional cresce mais que a média

Os financiamentos habitacionais com recursos livres e direcionados registraram crescimento de 21,5% no primeiro semestre deste ano, avanço quase três vezes maior do que o identificado em todo o crédito privado, que teve alta de 8,1% no período.
Os dados são da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada em 27 de julho, pelo Banco Central do Brasil (BC).
Somente entre maio e junho deste ano, a modalidade que compreende as operações destinadas às pessoas físicas e às cooperativas habitacionais registrou alta de 3,6%, chegando a R$ 111,6 bilhões.
O setor público foi responsável pela maior parte dos recursos destinados à habitação. Em junho, foram R$ 83,9 bilhões, um crescimento de 3,8% frente a maio e de 22,8% no semestre.
Para o setor privado, foram R$ 15,833 bilhões, um crescimento de 3,3% em relação a maio e de 20,1% nos seis primeiros meses do ano.O estoque total de crédito, com recursos livres e direcionados, atingiu R$ 1,529 trilhão em junho, representando 45,7% do PIB (Produto Interno Bruto) e registrou alta de quase 20% em 12 meses.
Fonte: Jornal Extra - Enviado por Maria Clara Serra

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Imóvel de R$ 75 mil do Minha Casa, Minha Vida terá imposto menor

O governo anunciou nesta terça-feira que elevará o valor dos imóveis com benefícios fiscais no âmbito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida de R$ 60 mil para R$ 75 mil.
As construtoras vinham sendo beneficiadas com a diminuição para 1% da alíquota do Regime Especial de Tributação da Construção Civil sobre a receita mensal para imóveis em construção de até R$ 60 mil.
O setor imobiliário pleiteava um aumento desse valor, diante da elevação de custos das obras e do preço de terrenos.
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, isso vai implicar em renúncia fiscal de R$ 20 milhões em 2010.
A alteração do valor estará no texto de MP (medida provisória) que deve ser publicada na quarta-feira, disse Barbosa a jornalistas nesta terça-feira.
Fonte: Folha de São Paulo - REUTERS

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Avaliação de imóvel ouve porteiro ou zelador do prédio

Quanto vale uma informação passada pelo porteiro ou pelo zelador do prédio? Na hora de definir o preço de um apartamento que será financiado ou comprado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ela pode ser estratégica.
A avaliação do imóvel é obrigatória para contratar financiamento ou pedir liberação do saldo do FGTS para adquirir o bem.
É um engenheiro ou arquiteto do banco, ou de uma empresa indicada por ele, quem faz essa avaliação. "A Caixa Econômica Federal tem um quadro fixo de engenheiros e uma rede de credenciados", diz o gerente regional de Habitação Nédio Rosselli Filho.
Além de verificar características da unidade (como metragem e estado de conservação), o perito baliza o cálculo por preços de imóveis similares, de 16 a 20, em geral, no mesmo condomínio e na mesma região.
A vistoria do imóvel costuma ser apenas visual e leva cerca de dez minutos. Na pesquisa de unidades semelhantes entram dados fornecidos por empregados do condomínio -como zelador e porteiro- acerca do preço de venda de outros imóveis do prédio. Esses dados nem sempre são checados.
"Toda informação é importante. Usamos todos os meios para correr o menor risco possível", relata o engenheiro Eduardo Burger, dono da Avaliar Perícias e Avaliações Ltda., credenciada pela Caixa Econômica Federal.
"Mas o engenheiro descarta a informação que percebe ser mentirosa. o descarte vai muito do seu "feeling".
Os bancos cobram de R$ 339 a R$ 1.000 pelo laudo, pagos pelo tomador do crédito ou solicitante do fundo.
Se ele não concorda com o valor auferido para o imóvel, pode pedir uma reavaliação, pela qual em geral pagará de R$ 250 a R$ 350 (o Santander diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que não cobra por ela).

Norma Revista
A avaliação é regida por uma norma, a NBR 14653, que está sendo revista pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A revisão deve ser votada até 30 de agosto e, se aprovada, entrará em vigor em setembro.
"As alterações tornam a norma aplicável em regiões com poucas informações para pesquisa", frisa Eduardo Rottmann, vice-coordenador da Câmara de Avaliações do Ibape-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo).
"Para a avaliação de imóveis em grandes centros, não haverá grandes mudanças."

Fonte: Folha.com - Edson Valente - Editor-assistente de imóveis